
Martín Anselmi ainda procura a estreia a vencer na Liga portuguesa
Foto: Pedro Correia
Treinador do F. C. Porto, Martín Anselmi, diz que a avaliação do plantel só pode ser feita no final da época. Quer construir uma equipa "inteligente" para voltar às vitórias.
Na antevisão do jogo de domingo com o Farense, no Algarve, Martín Anselmi foi questionado sobre a possiblidade de a mudança tática para três centrais estar a deixar os jogadores do F. C. Porto desconfortáveis e a resposta foi negativa.
"Não concordo. O processo de aprendizagem é encontrar vantagem em cada situação de jogo. Eu quero ser pragmático e o objetivo é fazer golos, nem que seja só com um passe. Os jogos não são todos iguais e eu não os analiso de forma resultadista. Construir uma equipa inteligente... É para isso que trabalhamos", afirmou o técnico portista.
"Temos de ver o contexto em que estamos. O F. C. Porto joga sempre para ganhar. Frente ao Farense, queremos seguir o plano de jogo o melhor possível. Não é um adversário fácil e o penúltimo lugar na tabela não reflete o que a equipa vale. No futebol atual há muito equilíbrio e cada vez é mais difícil vencer", acrescentou Anselmi, avesso a fazer muitas contas sobre a série de jogos sem vencer dos dragões no campeonato.
"Não conheço um único futebolista ou treinador que não jogue para ganhar. E a quem não doa não ganhar. Puxar pelo orgulho dos jogadores? Não tem a ver com isso. Eles são os que mais querem ganhar. Não podemos colocar o foco aí. Nós pensamos em trabalhar para ganhar e direi isso até ao último dia. Esses cinco jogos [sem vencer] na Liga já passaram. Agora é o Farense. Nesses jogos sem ganhar, quantos são empates? Três? Se agora houver uma vitória, passamos de cinco sem ganhar a quatro sem perder... num segundo", referiu, comentando ainda o momento de Samu, que não marca há sete partidas.
"Entendo que os avançados se alimentam de golos. Todos querem fazer golos. Ainda assim, acredito que estar ansioso não permite pensar no que necessita cada ação. A mim não me preocupa isso. Preocupava-me se a equipa não criasse situações de golo. Porque aí sim, seria um problema. Sei que os avançados passam por estes momentos quando não marcam, mas quando o fazem... Há um equilíbrio. Samu tem de estar tranquilo, saber que está a trabalhar pela equipa, para que a equipa finalize", disse, adiando para o final da época uma avaliação ao plantel.
"Estamos a descobrir o que os jogadores podem dar em cada posição, onde se sentem mais confortáveis. E acho que três semanas é pouco para fazer uma avaliação. Isso faz-se no fim da temporada ou quando o mercado está aberto", sublinhou.

