
Fabrizio Nonis é apresentador de televisão com mais de 60 mil seguidores no Instagram
Instagram/Fabrizio Nonis
O apresentador televisivo Fabrizio Nonis relatou que foi agredido após o encontro da passada sexta-feira entre o Hellas Verona e o Inter de Milão, quando se dirigia para o carro, acompanhado pelo filho de 22 anos.
Fabrizio Nonis é um reconhecido apresentador de televisão em Itália e adepto do Inter de Milão. Marcou presença no estádio do Hellas Verona para assistir, na companhia do filho, ao encontro entre as duas equipas. No entanto, aquilo que poderia ter sido apenas uma boa noite de futebol exigiu uma ida ao hospital.
O apresentador explicou que passou por um bar que pensou ser um ponto de encontro de adeptos do Hellas Verona. Apesar de não estarem a usar adereços alusivos ao Inter de Milão, afastaram-se do local, mas um grupo de sete pessoas começou a segui-los e abordou-os já perto do carro.
"Um homem entre 45 e 50 anos, com um chapéu do Hellas Verona, perguntou-me o que eu estava a fazer ali. Respondi que tinha ido ver o jogo, quando ele me questionou que equipa eu apoiava. Expliquei que não era adepto de nenhuma equipa mas, após ter sido pressionado, disse que simpatizava com a Udinese. Nem tive tempo de pronunciar o nome da equipa, fui logo ao chão", explicou Fabrizio Nonis ao jornal "Corriere Veneto".
O homem foi agredido com um murro e o filho foi atirado para o chão. Após terem caído, o grupo começou a desferir pontapés, em agressões que duraram cerca de 15 minutos, segundo afirmou. Fabrizio e o filho foram vistos por um idoso que confrontou o grupo, fazendo-o abandonar o local. "Entrámos no carro, trancámos as portas e fomos embora. Andámos alguns metros, parámos e chamei uma ambulância", disse.
Já no hospital, Fabrizio apresentou-se com um tímpano perfurado. O filho não sofreu nenhuma lesão. "Recebemos alta às 3 da manhã e, no dia seguinte, apresentei queixa. Não os chamo de adeptos, eles são criminosos. Eles estavam a bater para magoar, saíram do estádio em grupo e pegaram com duas pessoas que só estavam a passar na rua", referiu.
O presidente da câmara municipal de Verona, Federico Sboarina, expressou o seu apoio a Fabrizio e ao filho, explicando que "ninguém se pode dar ao luxo de comprometer a segurança de quem quer desfrutar de um espetáculo desportivo, ainda por cima com atos de violência gratuita". Maurizio Setti, presidente do Hellas Verona, reforçou a condenação a "qualquer ato de violência" e mostrou solidariedade para com as vítimas.
