
Daniel Sousa esteve apenas quatro jogos à frente do Braga, antes de ser despedido por António Salvador
Foto: Miguel Pereira
Na sequência de notícias de que o processo de rescisão do contrato do ex-treinador deve ser resolvido em tribunal, o Braga aponta o dedo à “falta de moralidade” de Daniel Sousa.
Três meses depois de as partes terem acordado a rescisão do contrato, o acordo entre o Braga e Daniel Sousa continua por assinar. Depois de notícias vindas a público de que o processo pode acabar no tribunal, o clube emitiu esta quarta-feira um comunicado para esclarecer a situação, deixando várias críticas ao treinador.
O Braga explica que, após a saída ter sido consumada, “enviou ao treinador a minuta do acordo de rescisão”, que contemplava “pagar-lhe os valores líquidos a que teria direito até final do seu vínculo laboral”, adiantando que “o treinador não deu feedback em relação à minuta e não a devolveu devidamente assinada”.
“Nesta altura, com surpresa, o SC Braga viu-se perante uma nova faceta do treinador que, de forma imoral, comunicou ao clube que pretendia que o valor da indemnização, em termos líquidos, fosse superior ao valor que receberia de salário líquido caso continuasse, efetivamente, a trabalhar. Ou seja, objetivamente, o treinador informou que, sem estar a exercer funções e a trabalhar, pretendia receber um valor líquido mensal superior àquele que receberia caso se mantivesse em atividade no clube”, acrescenta o comunicado.
Três meses depois, o acordo continua por assinar, com o Braga a denunciar “a falta de moralidade, razoabilidade e retidão do treinador que impedem que, neste momento, o acordo de rescisão entre o mesmo e o Braga ainda não esteja assinado e este assunto encerrado com a lisura e honradez que se impunham”.
“O Braga bem sabe que, em caso de litígio judicial poderá, eventualmente, ser dada razão, do ponto de vista legal, ao treinador, mas ficará para sempre gravada na memória de todos a postura que o mesmo tem assumido neste processo”, completa.

