
Bruno Fernandes
CARLOS COSTA / AFP
Bruno Fernandes comentou, nesta quarta-feira, em Oeiras, a intenção de Cristiano Ronaldo de se manter na seleção portuguesa, pelo menos, até ao Europeu de 2024. "Vai continuar a ter a mesma importância", projetou o médio, que é também companheiro de CR7 no Manchester United.
O médio, de 28 anos, comentou, nesta quarta-feira, na Cidade do Futebol, em Oeiras, a intenção de Cristiano Ronaldo, revelada na véspera, na gala da Federação, de estender a ligação à equipa das quinas, pelo menos, até ao Europeu 2024. "Sabemos bem a capacidade, a resiliência, o gosto e ambição que tem. A intenção dele para mim não é uma novidade", frisou Bruno Fernandes, antes do treino da seleção portuguesa, tendo em vista os jogos com a República Checa (sábado) e a Espanha (na próxima terça-feira), ambos para a Liga das Nações.
"Ele quer atingir coisas que outros não conseguiram. Acho que vai continuar a ter a mesma importância, é o melhor jogador do Mundo e vai continuar a ultrapassar barreiras", acrescentou Bruno Fernandes, realçando "ser cedo" para pensar em assumir a braçadeira lusa, quando CR7 deixar de jogar.
Quanto aos jogos que se avizinham, o médio do Manchester United assumiu que o objetivo passa por somar duas vitórias. "O foco está no primeiro. Queremos ir à fase final, mas estamos cientes das dificuldades", fez notar.
"Se não ganharmos este primeiro jogo e a Espanha vencer, pouco adianta. Temos de pensar é na República Checa. Ganhar o primeiro jogo facilita o que será o jogo a seguir e ficaremos a depender só de nós", evidenciou.
Sobre a renúncia de Rafa à seleção, Bruno Fernandes realçou tratar-se de uma decisão individual, que é importante respeitar: "Não falei com ele, nem acho que o deva fazer. É uma decisão dele, que deve ser respeitada. O mais importante é que quando cá esteve ajudou-nos muito. Temos de lhe estar gratos, mas só ele poderá explicar os motivos. Estou feliz por ter partilhado este espaço com ele e nos sub-21".
Bruno Fernandes comentou ainda os recentes incidentes com duas crianças, em Famalicão e no Estoril, por envergarem camisolas dos clubes visitantes e vivido situações delicadas, quando estavam acompanhadas dos respetivos pais: "Obviamente que é ridículo. Já devia ser normal aceitar as escolhas de cada um. As instituições não estão em causa. Temos de primar pelo fair-play e aprender muito com Inglaterra. As crianças são o futuro do país e muitas vão aos estádios com o sonho de um dia de vir a ser futebolista. O futebol é um espaço para todos, que toda a gente tem de ser respeitada", afirmou o internacional português.
