
Uruguaio diz que deu o passo certo ao trocar o Sunderland pelo clube leonino
Patrícia de Melo Moreira/AFP
Capitão inicia a nona temporada em Alvalade e pede compromisso e união para repetir o título de 2020/21.
Sebastián Coates parte para a nona temporada de leão ao peito, com o estatuto de jogador mais antigo do clube, e promete não ficar por aqui. O capitão assumiu, em entrevista à Sporting TV, a vontade de continuar a jogar pelo clube nos próximos tempos. “Estes oito anos passaram a correr, espero que dure mais tempo. Estou feliz por estar cá, mas quero que dure mais”, disse o central.
Coates afirmou que a mudança do Sunderland para o Sporting, em 2016, foi o passo certo na carreira, numa fase em que procurava uma equipa onde pudesse ter maior protagonismo, depois de uma experiência infeliz em Inglaterra: “Não consegui ser importante no Liverpool, e, por isso, procurei vir para o Sporting, para tentar ser importante para o grupo”, confessou.
Na época 2020/21, Coates foi um dos protagonistas da conquista do campeonato por parte do Sporting, tendo sido o jogador mais utilizado por Ruben Amorim na caminhada até ao título - foi o único a realizar 40 jogos. A segurança defensiva aportada à equipa, tal como os sete golos marcados, que garantiram pontos preciosos, foram determinantes para levantar o troféu, mas o uruguaio faz questão de dividir os méritos com os colegas, usando o jogo com o Braga, que os leões venceram por 1-0, apesar de terem jogado 72 minutos com menos um jogador (por expulsão de Gonçalo Inácio) como exemplo: “Foi um jogo decisivo, mas foi toda a equipa que defendeu, não fui só eu. Fomos campeões nesse ano por alguma razão, o mérito foi de todos. Adán fez várias defesas importantes, o Feddal e o Luís Neto também foram muito importantes, e o Matheus [Nunes] fez o golo”, explicou o central.
Palestra decisiva
Nesse ano, a chave para o sucesso foi, segundo Coates, uma conversa entre o grupo, depois de uma época anterior aquém das expectativas: “Tivemos uma palestra entre nós, para falar do ano anterior. Dissemos que tínhamos de trabalhar muito, e que tínhamos de estar muito unidos. Muitas das coisas que aconteceram dentro do campo vieram do trabalho fora do campo e da união entre todos”, salientou o capitão.
