
Gesto do árbitro que ativou o protocolo
Foto: José Sena Goulão/Lusa
Vinicius Júnior terá sido alvo de um insulto racista, contou ao árbitro e o protocolo antirracista foi ativado. No entanto, esta não foi a primeira vez que a regra de combate à discriminação racial foi implementada.
Após ter marcado o tento solitário na Luz, na noite de terça-feira, Vinicius Júnior fez uma dança junto da bandeirola de canto, que foi tida como uma provocação. O episódio gerou alguma tensão e, pouco depois, o internacional brasileiro disse ao árbitro que teria sido vítima de racismo.
De imediato, François Letexier, juiz da partida, fez um sinal que fez correr a Internet. Cruzou os braços em forma de "X" e fez parar o encontro durante 10 minutos. Um gesto simples mas forte, e que acabou por ativar o "protocolo antirracismo".
Neste processo podem suceder-se três passos que passam pela avaliação do árbitro: interromper, suspender ou até mesmo cancelar a partida, caso considere necessário. O gesto, inclusive, pode ser utilizado pelos próprios jogadores para chamar a atenção do juiz.
Este protocolo foi aprovado no 74.º Congresso da FIFA, em Banguecoque, a 17 de maio de 2024, acabando por ser implementado pela primeira vez no Mundial Sub-20 Feminino, em 2024, num torneio que foi disputado na Colômbia.
No Mundial de Clubes, disputado no verão passado nos Estados Unidos, a regra já tinha sido implementada num jogo entre o Pachuca e o Real Madrid. Na altura, Gustavo Cabral e Rudiger entraram numa discussão e o central alemão dos espanhóis acabou por ficar transtornado e disse ao árbitro brasileiro Ramon Abatti Abel que tinha sido insultado, acabando este último por ativar o protocolo.

