
João Cancelo seguiu para o Al Hilal, de Jorge Jesus, depois de ter alinhado no Barcelona na última época
Foto: Al Hilal / X
Ronald Koeman foi o primeiro selecionador a cortar um jogador por rumar ao futebol árabe, desconfiando do nível do campeonato. Quem lá treina e joga contesta a ideia.
Ronald Koeman não fez mais do que agir em conformidade com a desconfiança mais ou menos generalizada. Vai daí, “riscou” Steven Bergwijn da seleção dos Países Baixos, considerando que o avançado confundiu as prioridades. “Ir para a Arábia Saudita não tem a ver com ambição desportiva e se tens 26 anos a ambição mais importante tem de ser a desportiva, não a financeira”, atirou o selecionador neerlandês, acordando as discussões em relação à competitividade e à qualidade (ou falta delas) da liga saudita. Dois anos depois de o país colocar em marcha um plano que visa tornar o campeonato num dos mais fortes do Mundo e que já atraiu vários grandes futebolistas mundiais, para além de treinadores, persiste a ideia de uma inferioridade notável em comparação com o futebol europeu, o que, para Jorge Mendonça, treinador do Al Jabalain que rumou ao país pela primeira vez há 10 anos, nada mais é que “preconceito”.
