
Sérgio Conceição, treinador do F. C. Porto
Leonel de Castro/Global Imagens
O treinador do F. C. Porto fez a antevisão do duelo com o Portimonense, esta sexta-feira, que surge depois da goleada ao Benfica e antes da visita ao terreno do Arsenal, para a segunda mão dos oitavos de final da Champions. Conceição alerta que não é possível preparar dois jogos em simultâneo.
“Espero um jogo difícil, de campeonato, perante uma equipa que, no seu estádio, consegue complicar a vida aos adversários. Lembro-me de jogos muito difíceis lá, que ganhámos nos últimos minutos. É uma tarefa complicada e o jogo vai depender muito daquilo que fizermos, percebendo o que pode fazer o adversário. O Paulo [Sérgio, treinador do Portimonense] tem variado muito de sistema, com linhas de cinco ou quatro, dois ou três no meio-campo. Fica difícil analisar, temos de nos preparar para todos os cenários, fazer o nosso jogo e ir à procura dos três pontos”, analisou o técnico, garantindo que o jogo com o Arsenal, na próxima terça-feira ainda não entra nas contas.
“O Portimonense está a quatro pontos do oitavo lugar. Não posso pensar, nunca fiz nem vou fazer – só em casos excecionais, num lesionado que possa agravar situação – em preparar dois jogos ao mesmo tempo. Se pensarmos em Londres vamos ter um dissabor em Portimão. Depois de um jogo em que ganhámos três pontos ao rival seria complicado perder pontos até por causa da motivação da equipa. O Portimonense já nos vai causar problemas suficientes”, lembrou.
Revelando que Wendell “está melhor” e vai seguir viagem para o Algarve, fazendo o teste decisivo esta sexta-feira de manhã, Conceição também adiantou que Mehdi taremi está mais próximo de voltar a ser opção – “contamos com ele até ao último dia de contrato” -, fazendo uma análise ao momento de forma de Francisco Conceção e da possível chamada do extremo à seleção.
“Há muitos jogadores que estão a fazer trajeto muito interessante no campeonato e as chamadas à seleção têm a ver com esses momentos. Para mim será um orgulho qualquer jogador do F. C. Porto ser chamado à seleção, seja ela portuguesa ou outra qualquer. Ficamos extremamente orgulhos com esta chamada do Wendell [Brasil], aos 30 anos. Galeno, Pepê, Evanilson, João Mário, temos vários que se não chegaram estão para chegar”, defendeu, antes de elogiar a atitude de Otávio, contratado no mercado de janeiro ao Famalicão.
“Fiquei surpreendido foi por outros jogadores não se adaptarem desta forma. Conhecíamos todos os parâmetros, todo o seu profissionalismo. É um jovem, tem muitas coisas a melhorar e por ele saber e aceitar isso torna-se ainda mais especial”, garantiu.
Onze focas a jogar
Em relação à alternância na qualidade exibicional da equipa, Conceição utilizou a exigência dos adeptos e fez uma comparação curiosa para destacar aquilo que entende ser mais importante.
"Se perdemos dois amigáveis na pré-época, já começam a torcer o nariz. Agora imaginem em competição, a sério. Empatar é uma derrota para nós. Fomos percebendo ao longo deste trajeto o que não ia correndo tão bem. Umas vezes acertámos, outras nem tanto. Nós vamos trabalhando consoante as indicações que a equipa nos vai dando para formar um onze forte, competitivo, que nos dê garantias nos diferentes momentos. Se fosse um onze para ser espetacular, metia onze focas a jogar, com a bola no nariz. Isso não é possível. Tem de haver um misto e estar tudo muito bem articulado, porque há uma baliza para atacar e outra para defender", lembrou.

