
José Couceiro admitiu, sexta-feira, que a sua saída do cargo de director-geral do Sporting foi decidida em dois dias e considerou que a rescisão foi a melhor solução por existirem pontos de vista diferentes.
"Todos nós estávamos convencidos de que eu iria continuar no Sporting, nos últimos dois dias as coisas alteraram-se. Não vale a pena lamentar, vale a pena é perceber que se encerrou um ciclo", disse.
Em Coimbra, onde visitou as competições dos Jogos de Portugal de desporto adaptado, Couceiro afirmou que "quando há pontos de vista diferentes, a melhor solução é chegar a um entendimento e sair".
O antigo seleccionador sub-21 assegurou que as conversas com a direcção do Sporting "foram serenas", acrescentando: "Penso que foi a melhor decisão para bem do Sporting também".
Sobre o futuro, Couceiro garantiu não ter planos, admitindo, no entanto, ter tido propostas que não se concretizaram.
"Os clubes têm timings. Quando não damos resposta, as pessoas não esperam por nós eternamente", referiu.
Couceiro desejou que o Sporting "tenha sucesso e que consiga começar a época bem, com paz e com uma estrutura forte".
O presidente do Sporting, Godinho Lopes, anunciou na quinta-feira, em entrevista à RTP, a rescisão por mútuo acordo com José Couceiro, contratado pelo anterior presidente José Eduardo Bettencourt para responsável por todo o futebol.
