F. C. Porto: nomeação de Fábio Veríssimo para jogo com o Benfica é "incompreensível"

Fábio Veríssimo vai apitar o F. C. Porto-Benfica da Taça de Portugal
Foto: AFP
O F. C. Porto reagiu, em comunicado, à nomeação do árbitro Fábio Veríssimo para o jogo de quarta-feira com o Benfica, a contar para os quartos de final da Taça de Portugal, classificando-a de "incompreensível". Os dragões dizem mesmo que Luciano Gonçalves, líder do Conselho de Arbitragem "deixou de reunir condições" para exercer o cargo.
"É do conhecimento público que se encontra pendente no Tribunal Arbitral do Desporto um recurso que tem por objeto circunstâncias relatadas pelo árbitro em causa, relativas ao encontro entre o F. C. Porto e o SC Braga, disputado no passado dia 2 de novembro de 2025. É igualmente público que o F. C. Porto apresentou uma participação disciplinar contra o mesmo árbitro, relacionada com acontecimentos verificados na partida entre o Arouca e o F. C. Porto, realizada a 29 de setembro de 2025, cujo desfecho ainda não é conhecido", pode ler-se na nota.
"Neste contexto, a decisão do Conselho de Arbitragem de proceder a esta nomeação é, do ponto de vista objetivo, absolutamente incompreensível e suscetível de afetar negativamente a imagem e a credibilidade do futebol português, além de se revelar prejudicial para o próprio árbitro envolvido", acrescentam os portistas.
"Este episódio insere-se numa sucessão de decisões tomadas pelo Conselho de Arbitragem ao longo da presente época que têm contribuído para a progressiva erosão da confiança no setor da arbitragem e para a descredibilização do futebol português, demonstrando, na opinião do F. C. Porto, que este órgão e, designadamente, o seu presidente, Luciano Gonçalves, deixaram de reunir as condições necessárias para continuarem a exercer funções", refere o comunicado azul e branco.
"O F. C. Porto recorda ainda que a arbitragem foi apresentada pela atual Direção da Federação Portuguesa de Futebol como um dos pilares centrais do seu projeto para o futebol nacional, sendo por isso legítimo questionar, à luz dos acontecimentos recentes, se esse projeto continua a oferecer as garantias necessárias para assegurar um futuro credível, transparente e sustentável para o futebol português", conclui.

