Farioli recorda "29 pontos de atraso" do F. C. Porto para o Sporting em duas épocas

Francesco Farioli prepara a estreia do F. C. Porto na Taça da Liga
Foto: Lusa
Treinador do F. C. Porto, Francesco Farioli, diz-se feliz com o percurso da equipa até agora, por comparação com os últimos dois anos.
Na antevisão do jogo de quinta-feira com o V. Guimarães, a contar para os quartos de final da Taça da Liga, Francesco Farioli deixou em aberto mudanças no onze do F. C. Porto.
"Os últimos jogos foram para diferentes competições, há muitos livros em cima da mesa. Vamos entrar noutra prova e o desejo é fazer o melhor possível, compreendendo o momento da equipa, as necessidades que temos. O objetivo é certamente dar o nosso melhor. O F. C. Porto só venceu uma vez a Taça da Liga [em 18 edições] e vamos tentar fazer algo diferente", afirmou o técnico italiano.
"Temos de fazer uma avaliação da equipa. Nos últimos dois jogos tivemos jogadores com alguns problemas [físicos]. Precisamos de avaliar isso antes de fazer o onze inicial e de tomar decisões, para podermos ter balanço e preservar, acima de tudo, a integridade dos jogadores e a saúde física. E claro que o importante é vencer", referiu, assumindo, em relaçáo aos lesionados, que Luuk de Jong dificilmente recuperará e que Deniz Gul ainda poderá estar apto.
"A convocatória será feita mais tarde do que o habitual porque estamos a tentar de tudo para recuperar os jogadores para o jogo. Talvez amanhã a situação seja um pouco mais complicada do que o habitual, mas quem entrar em campo vai aproveitar a oportunidade e tentar fazer de tudo para seguir para a próxima ronda", acrescentou, antes de fazer uma avaliação dos primeiros 20 jogos ao leme dos dragões.
"Muito positiva. Se voltar ao dia 15 de julho, a mentalidade dos jogadores, as emoções que havia... Acho que fizemos um bom trabalho. Graças aos jogadores, claro, e às pessoas que estão comigo todos os dias no Olival. O nível de comprometimento e amor a este clube é surreal, é algo que dá para perceber só de estarmos aqui todos os dias", disse Farioli.
"Penso que fizemos o nosso trabalho em virar as coisas e seguir no caminho certo. Mas não podemos acreditar que o trabalho está feito quando vimos de duas temporadas em que as diferenças para o Sporting foram 29 pontos, as duas épocas juntas, e para o Benfica quase 20... Temos um enorme trabalho pela frente e de continuar em busca do objetivo", sublinhou, recordando as emoções vividas na segunda-feira passada, durante a gala de entrega dos Dragões de Ouro.
Leia também F. C. Porto elege Rodrigo Mora como "Futebolista do Ano"
"Já me tinham dito o que era, também tinha visto alguns vídeos das edições anteriores. Mas viver algo assim é único, gostei muito. Estou a começar a perceber melhor o português e, por isso, percebi 90% dos discursos que foram apresentados durante a noite. Gostaria de referir dois momentos: o primeiro que tivemos no Museu, quando chegámos, foi essencial para perceber o contexto e onde estamos. E depois, naquela noite, com toda a emoção, o amor pelo F.C. Porto. É algo muito especial e único", reforçou.
Sobre as dificuldades do jogo com o Estoril e das "dúvidas" que Diogo Costa assumiu que a equipa azul e branca teve durante a partida, o treinador do F. C. Porto afirmou: "Nunca é fácil ganhar jogos. Vi comentários que diziam que nos últimos jogos só ganhámos por um golo, mas com os mesmos adversários [da época passada] temos uma diferença de 13 pontos. O facto de estarmos a jogar de três em três dias é [uma dificuldade] extra e temos de lidar com isso. E claro, mérito ao Estoril. É uma equipa que se mexe muito e isso abria várias oportunidades, para eles e para nós. Podíamos ter marcado mais golos e, caso tivesse acontecido, estaríamos aqui a falar de mais uma grande noite no Dragão. Mostrámos resiliência, capacidade de sofrer e, tal como o Diogo disse, o mais importante é seguir em frente, vencer e melhorar".

