
Luis Suárez soma 22 golos na Liga, mais dois do que Pavlidis
Foto: Mário Vasa
Dois golos de Luis Suárez, em 10 minutos, embalam equipa de Rui Borges, que continua a quatro pontos do F. C. Porto, rival nas meias-finais da Taça
A veia goleadora de Luis Suárez continua a embalar o leão. O ponta de lança colombiano marcou mais dois golos, isolou-se na liderança dos melhores marcadores e foi fundamental no triunfo que permitiu ao Sporting continuar a quatro pontos do F. C. Porto, rival que defronta na próxima terça-feira, a contar para a primeira mão das meias-finais da Taça. O Estoril voltou a mostrar um futebol positivo, mas correu muitos riscos, sobretudo na primeira parte, e pagou caro por isso numa noite que terminou com uma bela execução técnica de Daniel Bragança.

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Os canarinhos jogaram de peito feito em Alvalade e a verdade é que podiam ter ferido o leão logo aos três minutos, valendo Rui Silva a evitar o golo de Begraoui. O terceiro melhor marcador da Liga não teve a eficácia que sobrou ao artilheiro-mor. Um grande cruzamento de Trincão foi o que bastou para Luis Suárez abrir o marcador. Aos 16 minutos, a defesa muito subida do Estoril voltou a abrir caminho à festa do colombiano, que não desperdiçou um excelente passe em profundidade do capitão Hjulmand e passou a somar 22 golos no campeonato, mais dois do que o benfiquista Pavlidis.
A visão de jogo de Morita só não resultou no terceiro porque Geny Catamo atirou para as nuvens e, mesmo em cima do intervalo, João Carvalho podia ter facilitado a tarefa estorilista, mas perdeu o duelo com Rui Silva.

Foto: Mário Vasa
Ian Cathro percebeu o que corria mal ao Estoril e, mesmo a perder 2-0, não teve problemas em tirar um ponta de lança e lançar um central para a segunda parte, solução que fez com que o Sporting tivesse muito menos espaço para explorar.
A qualidade dos extremos canarinhos compensou a falta de mais um homem na frente e Guitane obrigou Rui Silva a aplicar-se, com o guarda-redes a voltar à ação para travar uma tentativa de Pedro Carvalho. No outro extremo do terreno, o corte de Tsoungui negou um golo que parecia certo de Geny e Rui Borges foi refrescando a equipa, pensando já no clássico da próxima semana. Saídos do banco, Nuno Santos e Daniel Bragança combinaram bem para selar o resultado aos 90+4 minutos.

Foto: Mário Vasa
Em destaque
Positivo: Luis Suárez voltou a ser decisivo, mas Rui Silva merece nota de destaque, tal como Morita e Geny. Guitane e Begraoui foram sempre muito perigosos na frente de ataque do Estoril.
Negativo: A linha de três centrais canarinha deu demasiados espaços na primeira parte e a equipa de Ian Cahtro pagou bem caro por isso. Marqués discreto.
Arbitragem: Jogo bastante tranquilo para Sérgio Guelho, sem lances polémicos, com o VAR a validar a posição de Luis Suárez no 2-0 leonino.

