
Luis Suárez foi contratado pelo Sporting em 2025
Foto: Miguel Riopa/AFP
Um estudo revelado esta quarta-feira adianta que as 86.158 transferências internacionais registadas pela FIFA em 2025 são o número mais alto de sempre, com os 10,9 mil milhões de euros (ME) envolvidos a serem também o valor mais elevado.
O Relatório Global de Transferências, efetuado pelo organismo que tutela o futebol mundial, revela que em 2025 foi registado um recorde de 86.158 transferências internacionais de jogadores no futebol profissional e amador, nas vertentas masculina e feminina.
Os gastos dos clubes em transferências ultrapassaram pela primeira vez os 8,3 mil milhões de euros, mais de 50% acima dos gastos de 2024 e 35,6% acima do recorde anterior, estabelecido em 2023.
No futebol profissional masculino, os clubes ingleses foram novamente os que mais gastaram e os que mais receberam em termos de custos de transferência, com um desembolso de cerca de 3,2 mil ME em contratações e receitas de 976 ME por saídas.
O documento detalha também as quatro federações que lideram a tabela de entradas e saídas de jogadores, entre elas Portugal.
Em relação a entradas de futebolistas, o Brasil lidera, com 1.190 chegadas, seguido por Portugal (774), Inglaterra (769) e Espanha (623). Ao nível de saídas são também os brasileiros que estão na frente, com 1.005, seguidos por Inglaterra (942), Espanha (895) e Portugal (834).
Já os dois maiores fluxos de transferências foram de jogadores que se transferiram entre o Brasil e Portugal, com 184 transferências do Brasil para Portugal e 180 na direção oposta.
Segundo o estudo, o número de clubes que investiram em contratações continuou a aumentar, atingindo o número recorde de 1214 em 2025. Da mesma forma, o número de clubes que receberam dinheiro pela transferência de pelo menos um jogador, 1495, também foi o mais alto de sempre.
Quanto ao futebol feminino também continua a crescer, com 2.440 transferências, o que representa um aumento de 6,3%, e um gasto total de 24 ME, um aumento de mais de 80% em relação a 2024.
