Frederico Varandas: "O título da falta de ética e antidesportivismo já está entregue"

Frederico Varandas, presidente do Sporting
Foto: Nuno Brites
Frederico Varandas, presidente do Sporting, reagiu, esta terça-feira, às críticas do F. C. Porto.
Na newsletter Dragões Diário, divulgada também esta terça-feira, o F. C. Porto fala numa "Santa Aliança", que mereceu resposta de Frederico Varandas.
"Isso é mais um chorrilho de asneiras, como outras. O objetivo é apenas divergir do que realmente interessa. E uma das coisas que devia interessar a todos nós é lutar para a valorização do futebol português. O futebol português tem de recuperar o sexto lugar do ranking da UEFA. Mas eu tenho vergonha. Estes episódios tiveram eco lá fora. E dirigentes que tanto se preocupam com o estado dos relvados, com as condições dos clubes pequenos, com as transmissões televisivas, fazem 10 vezes pior. E com dirigentes como estes não merecemos estar no sexto lugar da UEFA. Não merecemos. A luta pelo campeonato vai ser até ao fim, mas o título da falta de ética e antidesportivismo já está entregue. Seguramente", referiu.
O presidente do Sporting falou ainda dos clássicos que serão disputados no próximo mês para as meias-finais Taça de Portugal, tanto no Dragão como em Alvalade.
"Apenas posso dizer o que gostaria e o que controlo. O que controlo é que o F. C. Porto será muito bem recebido para poder fazer o que melhor sabe, competir dentro de campo. O presidente do F. C. Porto tem o lugar institucional, onde sempre se sentou. Segundo ponto, gostaria que os adeptos do Sporting não fizessem o que os adeptos do F. C. Porto fazem, de interromper o sono. Os jogadores do Sporting não querem isso, nós não queremos isso. O F. C. Porto vai ser muito bem recebido, tal como qualquer equipa", mencionou o dirigente leonino.
"Controlo as nossas ações, as do Sporting. Não é o Sporting que comenta nomeações antes dos jogos. Não é o Sporting que tem estes episódios num jogo que organiza. Custa muito quando as coisas acontecem e é muito fácil criticar o presidente. Não, porque o mal do futebol português está nos dirigentes. O dirigismo assim não ajuda, todos têm telhados de vidro. Meus senhores, tenham coragem de meter nomes. Não somos todos iguais e não, não fazemos o mesmo", concluiu.

