
Fundado em 1903, o Boavista está em risco de desaparecer
Foto: Boavista
Gérard López, investidor da SAD, disponibilizou mais de 50 mil euros para assegurar as despesas correntes, obrigação que o Boavista tem de cumprir mensalmente. Rui Garrido Pereira, presidente do clube, foi exonerado.
Segundo um requerimento a que o jornal "O JOGO" teve acesso, elaborado por Maria Clarisse Barros, administradora de insolvência (AI) do Boavista, o investidor transferiu 54.180 euros, valor que estava em dívida e que já tinha levado a AI a dar início às diligências para o o fim da atividade do clube e o encerramento das instalações.
A cada mês, o emblema do Bessa está obrigado a cumprir obrigações financeiras relativas às despesas correntes e às dívidas aos diversos credores, numa luta que chegou, no início de 2026, a uma situação limite.
Foi então que apareceu Gérard López com um donativo, relativo às despesas correntes de fevereiro, que levou a AI a recuar na decisão de encerrar o clube.
Por outro lado, no requerimento entregue no Tribunal de Gaia, a AI exonerou o presidente do clube, Rui Garrido Pereira. O dirigente continuará no cargo, mas, na realidade, sem poder executivo. A gestão do clube será assegurada pela AI e uma por uma pessoa a indicar para o efeito, com o acordo da Comissão de Credores.

