
Hotel da seleção situa-se na ilha Margarida, no centro de Budapeste
Rui Farinha/JN
Um quarto custa entre 106 e 140 euros por noite. Vista para o rio.
Com uma vista privilegiada sobre o rio Danúbio, o quartel-general da seleção está pronto para receber, esta quinta-feira ao fim da tarde, a comitiva lusa. A entrada principal da unidade hoteleira de luxo está decorada com um painel da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), onde se pode ler uma frase de incentivo à seleção - "Vamos todos, vamos com tudo" - e na quarta-feira, ao lado, encontrava-se o autocarro, que vai transportar a comitiva durante a estada na Hungria. Com as palavras "Portugal" atrás, no lado e na frente, recebeu ontem os últimos retoques na pintura.
Como é hábito nas grandes provas, o local encontra-se vedado ao público, há vários dias, rodeado de segurança, e uma enorme lona de cor preta, que cerca o perímetro do edifício, não deixa os curiosos espreitarem para o interior. Nem sequer para os seus jardins. A privacidade será total para Portugal, mesmo quando os jogadores, na sua pausa, optarem por socializar no exterior.
Datado de 1873, o edifício, com 164 quartos, não aceita reservas até ao fim do mês. A razão é simples: se Portugal ultrapassar a fase de grupos, Budapeste é uma das quatro cidades em que pode disputar os oitavos, sendo, por isso, necessário um período alargado de reserva.
O espaço dispõe de uma piscina interior e exterior, de um SPA, de uma sauna, de um centro termal e até de um centro médico. Os quartos possuem um estilo clássico, todos com vista sobre o rio. Os preços, para um período normal de férias, de estadia não são propriamente acessíveis: entre 106 e 140 euros, por noite.
Nada vai faltar à comitiva. Apesar de estar no coração de Budapeste, a unidade hoteleira encontra-se num ilhéu, denominado ilha Margarida, entre a parte oeste (Buda) e o este (Peste) da cidade, o que garante tranquilidade total.
Com o rio a funcionar como barreira natural, a zona tem poucos edifícios, está rodeada de relva e de árvores, onde a serenidade apenas é interrompida por grupos de crianças, que aí passam o dia em atividades, ou por desportistas, que escolhem o local para correr ou andar de bicicleta. Respira-se ar puro e, por vezes, até se esquece que se está no meio de uma grande metrópole, com 1,8 milhões de habitantes.
Os treinos em Budapeste realizam-se, a partir de sexta-feira, no recinto do Vasas, a cerca de 15 minutos de autocarro do hotel. O estádio está encerrado ao público e o relvado foi ontem cortado pela última vez, tendo já boa parte do material de treino da seleção.
Comitiva chega hoje
A comitiva viaja esta tarde, às 15 horas, num voo charter da Air Horizont, companhia aérea habituada a realizar voos em executiva. Apesar dos jogadores estarem vacinados, a seleção portuguesa viajará com todas as precauções, face à atual pandemia de covid-19.
