
João Moutinho, médio do Braga
Foto: Global Imagens
João Moutinho não escondeu a felicidade que sente ao estar em Braga e, abordando o contacto do F. C. Porto antes de assinar pelos arsenalistas, disse que voltaria a tomar a decisão de rumar ao Minho.
"Fui contactado pelo Braga primeiro, sendo o primeiro sentimos que nos deram mais valor, é sinal que nos querem mesmo. Na hora da decisão isso contou. Estou de consciência tranquila com a minha decisão, o resto não posso falar. Estou muito feliz aqui e voltaria a tomar essa decisão. É importante serem sinceros e diretos, não por intermediários", disse João Moutinho, em relação à ida para Braga e a não assinar pelo F. C. Porto, apesar dos contactos, no início da época, à Sport TV.
O médio de 37 anos não descartou a hipótese de ser treinador quando acabar a carreira de futebolista. "O meu futuro estará sempre ligado ao futebol, vai ser difícil não estar. Ser treinador pode estar nos planos, não sei se vou exercer mas estou a tirar o curso. Quando tiver de tomar uma decisão, irei tomá-la", adiantou.
Sobre a atual época do Braga, Moutinho disse que, apesar do clube ter saído da Taça de Portugal, prova que queria ganhar, os arsenalistas vão "continuar a lutar até ao final" pelo campeonato. O médio assumiu que falta equilíbrio e consistência à equipa para ter melhores resultados e isso seria a chave para se aproximar os "grandes" no confronto direto.
Em relação aos assobios que o Braga tem vindo a ouvir em vários jogos, Moutinho considera que a "pressão e exigência" são boas para a equipa melhorar.
O médio, de 37 anos, disse que a Liga dos Campeões é o grande título que falta na carreira, mas que "pode ser que o consiga noutras funções". Moutinho explicou que, com o passar da idade, percebeu melhor a forma de ajudar os companheiros a serem melhores jogadores e que aprendeu a "correr melhor" do que corria noutros anos.
Depois de deixar elogios a João Neves e a considerar Bernardo Silva como "um jogador pouco valorizado internacionalmente", Moutinho partilhou algumas formas de melhorar a qualidade da Liga.
"Há que aumentar o tempo útil de jogo, não marcar todas as faltas ao mínimo toque. Vai haver sempre contacto físico no futebol, deve-se deixar jogar, a menos que as faltas sejam agressivas".

