Jesus defende ter atingido meta exibicional, mas promete melhorar.
O Benfica já atingiu a meta de duplicar o nível exibicional do onze de Quique Flores. A superação do objectivo traçado por Jorge Jesus foi ontem ratificada pelo técnico que decidiu poupar Aimar e Quim do encontro desta noite.
"As exibições confirmam que já jogamos o dobro. Mas ainda temos muito para crescer e melhorar". O treinador das águias é um homem confiante e "satisfeito" pelo trajecto da equipa, "mas lembra que nem ele nem os atletas se sentem "realizados". "Isto não é como começa, mas sim como termina. Estamos a começar bem, mas temos de terminar ainda melhor", referiu o responsável, durante o lançamento do embate com o BATE Borisov (20.05 horas - SIC), inserido no arranque da fase de grupos da Liga Europa.
O percurso dos encarnados está a empolgar os adeptos e os responsáveis prevêem que a assistência de hoje ronde os cinquenta mil espectadores.
O técnico agradece e assume que a manifestação se justifica. E não acha que há o perigo do balão de euforia esvaziar. "Não é nenhum balão, nem nada virtual. O Benfica está a ganhar e a jogar bem. É algo de concreto que entusiasma os benfiquistas e sinónimo de confiança no sentido de estarmos no caminho certo. Não sei se será sempre assim até final e admito mesmo que é difícil que assim seja", acentuou.
Numa lógica de gestão de recursos, em virtude das várias competições e prioridades estabelecidas - reitera que o título da Liga é a meta primordial -, o técnico optou por poupar Aimar e Quim. "Com três jogos por semana, uma boa equipa como o Benfica tem de apresentar várias soluções", assegura.
César Peixoto afigura-se como o candidato mais provável a substituir o número 10, enquanto Júlio César deve estrear-se em jogos oficiais. A subida do número 25 permite a entrada de Shaffer na ala esquerda da defesa. Maxi Pereira regressa ao flanco oposto.
Sobre o oponente, anteviu dificuldades e lembrou a passagem dos bielorrussos na Champions de 2008/2009 e o facto de apenas sucumbirem nos últimos minutos do confronto frente ao "Real", em Madrid.
"É uma equipa com as características normais do futebol da antiga União Soviética. Tacticamente disciplinada e rápida no contra-ataque. Deu-me a sensação que utiliza muito a falta como arma defensiva para travar o ritmo de jogo", referiu, desejando que a equipa de arbitragem - no dia da estreia do novo modelo com cinco juízes -, impeça o estratagema da equipa bielorrussa.
"Creio que a ideia de mais um árbitro atrás de cada baliza terá sido retirada do hóquei em patins. Pode ser interessante nos lances em que há dúvidas sobre se a bola entrou na baliza", disse.
