
José Mourinho
EPA/ANGELO CARCONI
O treinador da Roma criticou, este sábado, o videoárbitro (VAR) do empate (0-0) caseiro com o Génova, após ver um golo anulado, ao minuto 90, na 24.ª jornada da Liga italiana.
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O tento apontado por Zaniolo foi invalidado por uma falta num lance anterior da mesma jogada e os "giallorossi" seguem num dececionante sexto lugar da Serie A.
"Se o árbitro decidiu bem, o nosso jogo, o jogo que se transformou no jogo do povo há muitos anos, o jogo que apaixonou o mundo, mudou. O futebol é outro desporto. Se aquilo é falta, o jogo não é o mesmo. Tem de se mudar o nome ao futebol", afirmou José Mourinho, visivelmente irritado, vincando que a alegada má decisão da equipa de arbitragem deste sábado não foi caso único.
"Se um árbitro comete um erro e anula o golo, provavelmente será o primeiro a ficar chateado por se ter enganado, mas para nós é um 'déjà-vu', uma vez que isto já nos aconteceu outras vezes esta temporada. Mas tudo bem, amanhã é um novo dia. A Roma é pequena aos olhos dos poderosos", atirou.
Já na conferência de imprensa, o "Special One" voltou a dar voz às críticas quanto ao golo anulado, principalmente ao árbitro, Rosario Abisso.
"Se o Zaniolo jogasse no Inter, Juventus ou Milan, teria acontecido o mesmo? Acham que o Lautaro Martinez, por exemplo, veria este cartão vermelho em San Siro? Ou Chiellini no estádio da Juventus? Ou o Zlatan em San Siro? O Zaniolo exaltou-se porque disse a mesma coisa por três vezes ao Abisso [árbitro], mas não o insultou. Não o mandou para nenhum sítio ou insultou a mãe", concluiu.
Mourinho, que podia ter igualado o recorde do técnico italiano Antonio Conte de 62 vitórias nos 100 primeiros jogos no principal do escalão italiano, acrescentou ainda que, segundo o próprio, esta não foi a primeira ocasião em que um alegado erro de arbitragem prejudica a sua equipa.
