
Luís Pinto, treinador do V. Guimarães
Foto: Miguel Pereira
O Vitória de Guimarães visita, amanhã (20.30 horas, Sporttv 1), a formação do Arouca, em jogo da 21ª jornada da Liga. Luís Pinto está ciente das dificuldades e convoca os adeptos.
"Esperamos um jogo difícil, contra uma equipa que tem vindo a crescer naquilo que é o rendimento em campo, na solidez dos processos, apesar de o Vasco já lá estar há muito tempo e com um bom trabalho. Como tem sido acompanhado com resultados, obviamente que se nota um crescimento e uma consistência maior. Vai exigir grande concentração, grande capacidade para jogarmos em todas as vertentes do jogo", perspetivou.
"Com mau tempo ou bom tempo, temos de ter uma capacidade de trabalhar muito grande e de nos entregarmos ao jogo. A vontade e a entrega têm de estar num patamar muito elevado. Acredito também, por aquilo que temos visto, que o relvado estará com um bom desempenho e que vai dar para jogar. O jogo vai exigir muito de nós, quer pelo tempo, quer pelo adversário. Vamos ser precisos todos. E fazemos o apelo aos adeptos que marquem presença. Sabemos o quão importantes podem ser para nos ajudar a vencer", pediu.
O adversário está bem identificado pelo treinador dos minhotos. "Tem um processo ofensivo muito interessante, com caminhos extremamente bem delineados e com jogadores com muita qualidade técnica. É uma equipa que tem apostado num tipo de jogador que tem uma relação interessante com a bola e com a parte ofensiva. Nesses momentos, temos de ser muito capazes. Do ponto de vista defensivo, têm utilizado uma ou outra dinâmica diferente, mas que lhes têm dado concedido maior solidez defensiva em determinados momentos e contra adversários de excelente valia. Vamos ter de ser pacientes. Queremos ser perigosos, mas não precipitados", lembrou.
Luís Pinto reconhece ainda que a segunda volta será mais exigente. "É natural que os pontos sejam mais caros porque as equipas têm um conhecimento maior umas das outras. Nas segundas voltas, por nomes, as equipas têm uma forma de estar um pouco mais concentradas e o ponto acaba por ser mais caro".
Charles regressou na última jornada à baliza, em detrimento de Castillo. O responsável explicou a troca. "O que motivou a alteração foi o rendimento. O Charles teve um rendimento muito alto neste mês de janeiro e em jogos de grau de dificuldade exigente. Estava preparado para voltar a ser titular e a resposta que tem dado nos treinos e a resposta que ele deu depois no jogo, foi muito boa e vai continuar neste jogo. Isto não quer dizer que o Castillo não esteja bem. Sempre que jogou esteve quase sempre num nível muito interessante. Quem fica a ganhar é o Vitória".
O treinador explicou ainda os rendimentos de Samu e Ndoye, que têm sido suplentes utilizados. "O Ndoye tem sido mais vezes suplente utilizado. Tem a ver com o que acreditamos que possa vir a ser o jogo. O futebol está um bocadinho diferente do que era há uns anos. Os jogadores têm de ter presente o quão importante podem ser num jogo, seja a começar de início, seja a entrar. No final, o que todos queremos é que o Vitória consiga ganhar. Os nossos jogadores sentem que têm uma grande importância, sejam titulares ou a sair do banco".
Sobre a continuidade de Oumar Camara, que recebeu uma proposta para jogar na Arábia Saudita, o treinador deixou uma garantia. "O Camara está extremamente comprometido com o grupo, com o Vitória e com o projeto de carreira que ele tem a nível europeu. Ficamos todos muito satisfeitos por ter existido, da parte da direção, um esforço grande para conseguirmos manter a maioria dos nossos jogadores. Saíram dois jogadores por empréstimo para poderem ter mais tempo de jogo. Todos os outros conseguimos manter e foi a nossa grande contratação. Assim, podemos dar seguimento a este crescimento que queremos ter na nossa equipa".
