
Treinador holandês é esperado em Lisboa até à próxima segunda-feira para assinar contrato com o Sporting
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A ligação entre Marcel Keizer e Johan Cruijff teve um elo familiar. Piet Keizer, tio do futuro treinador do Sporting, partilhou balneário e fez dupla no ataque do Ajax nos anos 1960 e 70 com a antiga glória do futebol mundial.
Os dois avançados já faleceram, mas o futebol total permanece nas ideias base de Marcel Keizer, que as quer aplicar ao futebol verde e branco, sendo que terá pouco tempo para o fazer: é esperado, no máximo, na próxima segunda-feira.
Numa entrevista à revista "Voetbal International", concedida no passado mês de março, Marcel Keizer explicou os fundamentos que colocou em prática nos poucos meses em que esteve no Ajax. "Quero jogar com muita dinâmica na minha equipa. Não gosto de formações fixas. Mas se tivesse de escolher, seria um 4x3x3 e 3x4x3, com um quadrado no meio-campo", disse o holandês, referindo ainda que o clube de Amesterdão estava a evoluir, dando a entender que o despedimento poderá ter sido injusto: "Tinha a sensação de que a minha visão estava a passar bem". "A nossa forma de atacar, focada no centro do terreno, a pressão aplicada aos adversários, a manutenção de posse criada com superioridade numérica no centro do terreno... A partir de determinado ponto, parecia natural", explicou.
As palavras de Keizer vão de encontro aos elogios feitos por Darryl Lachman, defesa com quem trabalhou no Cambuur: "Gosta de atacar com objetividade". O treinador gosta de ir ao pormenor de decidir para onde os jogadores passam a bola e como o fazem. Passes dos centrais para os laterais ou passes verticais dos laterais para os extremos estão fora de questão, por exemplo.
Mas este tipo de exigência não estraga a relação com o balneário, garantiu-nos Lachman. "Aborda os jogadores de forma direta e diz-lhes o que espera deles. Foi muito bom trabalhar com ele", afirmou o central, que começou a conversa de forma defensiva: "Sinceramente, não sei como ele está agora...".
De facto, o próprio Keizer é a favor da evolução de ideias. "Os treinadores têm que estar abertos a mudar e evoluir de forma contínua. Quero crescer dentro da minha visão".
Rodrigo Battaglia assume que está "a viver momento triste"
Rodrigo Battaglia reconheceu ontem que está a atravessar uma fase complicada. "Estou a viver um momento triste e com menos cor na minha vida. Depois de ter passado um dia devastador, já cá estou novamente para dar luta a esta lesão com todas as minhas forças", escreveu, no Instagram, o internacional argentino. Recorde-se que o médio foi ontem operado à rotura no ligamento cruzado anterior do joelho direito e dificilmente voltará aos relvados esta época. Os adeptos têm estado solidários com o camisola 16: "Quero agradecer todas as mensagens de apoio. Tento ler todos e dão-me mais força para este momento. Tudo é aprendizagem, tudo é parte de um processo. O meu maior desejo neste momento é começar a recuperação. Ainda tenho muitos sonhos por cumprir, contem comigo".
Dois miúdos rumam a Londres
Thierry Correia e Miguel Luís, lateral e médio, respetivamente, dos sub-23, foram convocados por Tiago Fernandes, treinador-interino do Sporting, para a visita ao Arsenal, hoje. O técnico faz a antevisão às 17.30 horas, no Emirates Stadium e dá o treino a seguir.
Jogo da Taça a disputar no Fontelo
O Lusitano de Vildemoinhos-Sporting, da quarta eliminatória da Taça de Portugal, vai ser jogado no Estádio do Fontelo, em Viseu, no dia 24 de novembro, às 15 horas, contornando assim a falta de condições de iluminação para a transmissão noturna.
