
Internacional argentino marcou uma era no Barcelona
Foto: Lluis Gene / AFP
Lionel Messi concedeu uma entrevista ao jornal catalão "Sport" na qual falou sobre o Barcelona, o Mundial de Clubes e referiu que a reforma não está para já nos planos. "Hoje em dia estou a gostar, sinto-me bem e é assim que estamos", atirou.
Lionel Messi esteve no último domingo no Camp Nou, em Barcelona, na casa onde despertou para o mundo do futebol e venceu vários troféus, tendo marcado uma era de êxito dos "culés".
Uma passagem fugaz por uma cidade que deixa nostalgia: "Sentimos muitas saudades de Barcelona. Os meninos, a minha mulher e eu falamos constantemente sobre Barcelona, sobre a ideia de voltar a viver lá. Temos a nossa casa, tudo, é isso que desejamos", começou por referir ao jornal "Sport", antes de relembrar os momentos em que vestiu a camisola dos "blaugranas".
"A verdade é que sinto muita falta de todos esses momentos. Talvez eu aprecie mais agora do que na época em que as coisas aconteciam, devido à dinâmica do dia a dia e ao que significava jogar partida após partida e pensar na próxima sem poder aproveitar o que estávamos a fazer. Hoje, ao ver tudo mais calmo e relaxado, de longe, depois de alguns anos que já se passaram, aproveita-se muito mais", referiu.
Depois de década de conquistas, o internacional argentino acabou por dizer adeus em 2021, num momento que foi emotivo. "Fiquei com uma sensação estranha depois de ter saído, pela forma como tudo aconteceu, por ter acabado por jogar os meus últimos anos sem público, devido à pandemia. Depois de toda a vida que passei lá, não saí como imaginava, como sonhava. Imaginava, como disse, jogar toda a minha carreira na Europa, em Barcelona, e depois vir para cá, como fiz, porque era o que pensava, o que queria. E bem, a despedida também foi um pouco estranha, pela situação, por tudo. Mas bem, acredito que o carinho das pessoas sempre estará presente, pelo que disse, por tudo o que passámos", refletiu.
Mais à frente, o astro argentino falou sobre a reforma, garatindo, desde já, que não está na iminência. "No momento em que perceber que não estou bem fisicamente, que tenho dificuldades em campo ou que não estou a gostar, será a hora de parar, mas hoje em dia estou a gostar, sinto-me bem e é assim que estamos. Então, estou animado, mas levando um dia de cada vez", atirou.
No horizonte está o Mundial de 2026, na qual a Argentina vai defender o título Mundial, mas o avançado, de 38 anos, assegura que não quer sentir que está a mais na comitiva.
"É especial jogar pela seleção e mais ainda pelo que significa um Mundial e depois de o ter ganho também. Mas, não quero ser, entre aspas, um fardo, quero sentir-me bem fisicamente, ter a certeza de que posso ajudar e contribuir para o grupo, para a equipa", afirmou.

