
Miguel Oliveira, piloto da Aprilia
PATRICIA DE MELO MOREIRA / AFP
Piloto português inicia quinta época no Mundial de MotoGP, agora com uma Aprilia. Algarve é palco do arranque do maior campeonato de sempre
16059830
A montanha-russa de Portimão é o palco e Miguel Oliveira uma das estrelas no arranque da Campeonato do Mundo de MotoGP. Depois de quatro épocas na KTM, o piloto da Charneca de Caparica assinou pela RNF e será aos comandos de uma Aprilia que enfrenta a quinta temporada na categoria rainha das duas rodas. Mesmo que este novo desafio aconselhe cautelas na hora de estabelecer objetivos, Falcão mostrou, nos testes, que pode voar bem alto em 2023, lutar por pódios e, quem sabe, acrescentar vitórias às cinco que já tem no currículo entre a elite dos "cowboys do asfalto".
O Autódromo Internacional do Algarve (AIA) foi o escolhido para que, 17 anos depois, a Europa voltasse a "abrir" o Campeonato do Mundo - exceção feita a 2020, ano da pandemia, o arranque era sempre em Losail, no Catar -, e o traçado, cheio de subidas e descidas, de Portimão é especial para Miguel Oliveira. Foi no AIA que conseguiu, até agora, o único "grand slam" da carreira, já que, em 2020, garantiu a "pole position", volta mais rápida na corrida e, claro, a segunda, e mais categórica, vitória na carreira no MotoGP.
As novas corridas sprint
Três anos depois, imaginar um cenário idêntico para este fim de semana (as qualificações realizam-se hoje de manhã, a corrida sprint começa às 15 horas e o Grande Prémio tem luz verde amanhã às 14 horas), será praticamente utópico. "A ideia é bater os outros pilotos com a mesma moto, mesmo que a equipa de fábrica tenha uma versão melhorada", assumiu o piloto português, que resumiu o objetivo: "Quero divertir-me e se surgir um bom resultado ainda melhor".
O calendário de 2023 é o mais longo de sempre e, além dos 21 grandes prémios, motos e pilotos enfrentam outras tantas corridas sprint. À semelhança da Fórmula 1, o MotoGP também terá provas ao sábado, mas, ao contrário do Grande Circo, isso acontecerá em todos os eventos, a começar já em Portugal. A duração das "sprint" será, sensivelmente, 50% da distância percorrida no evento principal e este novo modo poderá ter impacto nas contas do campeonato. Há pontos para distribuir aos primeiros nove classificados - respetivamente 12, 9, 7,6, 5, 4, 3, 2 e 1 -, mas as "sprint" não contam para as estatísticas oficiais.
Ou seja, um triunfo na prova de sábado não será contabilizada para o total de vitórias que um piloto conta no MotoGP e também não terá influência na grelha de partida do "main event": essa continua a ser definida pelas duas sessões de qualificação realizadas nas manhãs de sábado. É tempo de ligar os motores e acelerar a fundo até 26 de novembro, em Valência, quando corre o pano do MotoGP 2023.

