
Portugal venceu a Espanha nos penáltis
Foto: MIGUEL A. LOPES / EPA
Portugal conquistou a Liga das Nações ao vencer a Espanha no desempate por grandes penalidades. Confira todas as reações ao triunfo da seleção nacional.
Presidente da Federação Portuguesa de Futebol comentou os rumores da saída do selecionador nacional e o apoio dos imigrantes. "Tem contrato até 2028, seremos cumpridores disso. Estamos satisfeitos com o trabalho do selecionador, ele sabe bem o que pensámos do trabalho dele. Estes imigrantes inundaram a Alemanha, seja nos treinos, no hotel ou no Estádio. Partilhamos com eles esta vitória".
Boa noite! Encerramos por aqui o acompanhamento ao minuto da noite em que Portugal conquistou, pela segunda vez na História, a Liga das Nações. Continue a acompanhar toda a informação relevante no site e nas redes sociais do JN, bem como na edição impressa de segunda-feira.
Rúben Neves tinha acabado de bater o penálti que deu a segundo Liga das Nações a Portugal e já as ruas de Barcelos se começavam a encher para festejar o título. A Avenida da Liberdade, habitual palco dos festejos desportivos, encheu de aficionados que davam vivas a Portugal. Cristiano Ronaldo e Diogo Costa também foram vitoriados, mas o capitão da seleção nacional era o mais ovacionado, repetindo constantemente o “siiiii”.
Exibição frente à Espanha? “Sabíamos das forças deles, das qualidades deles, fomos muito agressivos na perda da bola. Ao mesmo tempo depois tivemos individualidades que fizeram a diferença. Foi o caso do Nuno, o nosso comboio do lado esquerdo que atropelou toda a gente e acabou por nos dar dois momentos de grande alegria, com arrancadas, momentos próprios, e depois também aparece no golo do Cris. São momentos individuais que fazem a diferença para ganhar o jogo, como a defesa do Diogo e o golo do Rúben”
Vencer o Mundial sem ser favorito? “Os favoritos está no papel, está em quem o diz, mas a nós pouco interessa. Nós os portugueses vamos lá para ganhar, seja quem esteja à nossa frente. O importante é que deixamos tudo em campo”
Sabor deste título? “Ganhar por Portugal é diferente. É pelos nossos, pelo nosso povo. A onda vermelha fez-nos parecer que estavámos a jogar em casa. Muito obrigado pelo apoio que nos deram. Agradecer a todos os portugueses que foi fundamental para a nossa vitória”
"Totalmente. É uma semana de sonho. Acho que me vou lembrar disto para o resto da minha vida, como não. Ganhei três jogos aqui seguidos numa semana, dois títulos. E os títulos que foram é brutal. E estou muito feliz por todos os portugueses, por esta equipa, porque nós merecíamos faz tempo. Felizmente conseguimos, por isso é para todos os portugueses", começou por dizer.
"Claro, quando ganhas um troféu, é uma afirmação, é a concretização de todo o trabalho que fizeste. Ao longo deste tempo, o Liga das Nações era uma competição que nós queríamos ganhar, nunca o escondemos. E felizmente hoje foi possível, por isso somos os únicos com dois troféus da Liga das Nações. Mais um motivo de orgulho e um grande desfecho para todos nós".
"Bola de Ouro? Eu, certamente, não penso. Deixo isso para as pessoas. Porque o mais importante é os troféus coletivos e o trabalho coletivo. E só depois é que vem a parte individual".
As duas mais altas figuras do Estado português assistiram ao jogo em Munique. "Foi a final que mais sofri a ver a seleção nacional. Portugal em dez anos conquistou o Euro e duas Liga das Nações", declarou Marcelo Rebelo de Sousa.
Relevância do título? “É o momento mais importante da minha carreira. Marcar o penálti decisivo pela nossa seleção, ver a felicidade dos adeptos e da mimha famíli na bancada... estou muito feliz"
Nervosismo no momento chave? “Sem dúvida que houve, é impossível não estar com aquele nervosinho. O mister disse que sonhou que eu ia bater o penálti da vitória, no Europeu não aconteceu, mas hoje sabia que ia ser o quinto e estava bem preparado”
Qualidade do grupo? “As pessoas não têm noção da qualidade que temos no nosso plantel e hoje foi mais uma demonstração disso. Nunca somos favoritos para ninguém, mas lutámos sempre pelos títulos”.
"Antes de mais, soube agora que morreu alguém, se não me engano do 3ª para o 2º piso. Os meus pêsames para a familia, que é trágico. É sempre muito triste uma notícia destas num dia tão bonito. Foi um jogo difícil, como esperávamos, e a nossa resiliência, o nosso trabalho, o acreditar até ao final fez a diferença. Nos penáltis conseguimos o que queríamos, que era a Liga das Nações. Muito orgulhoso, é mais um título. Queríamos todos vencer isto. No balneário falámos da agressividade que era preciso para ganhar os nossos duelos, pois era crucial face à qualidade gigante da Espanha. Esse esforço para conseguir esse grande objetivo deixa-nos muito orgulhosos".
"Este ambiente é incrível, os jogadores são todos muito bons. Quero agradecer ao grupo por me ter acolhido muito bem. A união do grupo foi chave, a cada oportunidade falávamos uns com os outros", disse.
Diogo Costa, guarda-redes da seleção nacional, disse em declarações à RTP como vê a conquista da Liga da Nações: "Foi um grande trabalho e é só elevar cada vez mais o nome de Portugal e dos portugueses. Certamente hoje Portugal ficou orgulhoso", começou por dizer Diogo Costa em declarações à RTP, falando, ainda, sobre as grandes penalidades e os segredos que utiliza para ser um fora de série.
“O foco naquele momento, juntamente com os companheiros, era elevar a aura e ajudar uns aos outros. Não foi só a minha defesa, todos os penáltis foram bem vatidos. Se dissesse eles vão começar a perceber. Ligo muito ao instinto, a leitura do corpo, tento olhar para os olhos e para a bola", afirmou, antes de lançar o mote para o Mundial: “Vamos a isso”.
Pepe enalteceu a conquista de Portugal da Liga das Nações e elogiou a presente geração de jogadores.
"Dar os parabéns à federação, aos jogadores e todo o staff, porque conseguir mais um título por Portugal é muito especial, contra uma grande seleção como Espanha, que tem demonstrado um grande futebol. Quando saímos do Euro, lembro-me que disse que esta equipa ia aprender muito com o percalço que tivemos, era uma equipa jovem mas com muito potencial. E demonstraram-no hoje. É importante porque se está a construir uma mentalidade ganhadora, com jogadores jovens e de muita qualidade. Temos uma geração com um potencial muito grande, o treinador está a fazer um grande trabalho. Estamos a construir pilares muito importantes para o futuro. Temos de continuar com os pés bem assentes no chão, desfrutar da conquista de hoje e preparar o Mundial com tranquilidade e nada de euforias".
Boa tarde, poderá acompanhar todas as incidências do Portugal-Espanha, ao minuto, aqui. A partida da final da Liga das Nações arranca, em Munique, a partir das 20 horas.
Onze de Portugal: Diogo Costa, João Neves, Rúben Dias, Inácio, Nuno Mendes, Vitinha, Bernardo Silva, Pedro Neto, Bruno Fernandes, Francisco Conceição e Cristiano Ronaldo;
Onze da Espanha: Unai Simón, Mingueza, Le Normand, Huijsen, Cucurella, Zubimendi, Fabián Ruiz, Pedro, Lamine Yamal, Nico Williams e Oyarzabal;
O Presidente da República e o primeiro-ministro passaram hoje pela ‘fan zone’ reservada aos adeptos portugueses em Munique antes da final da Liga das Nações em futebol, conseguindo “puxar” pelo público, como se propunha Marcelo Rebelo de Sousa.
Cerca das 16:00 locais (15:00 de Lisboa), Marcelo Rebelo de Sousa e Luís Montenegro, que assistirão à partida de hoje à noite na Arena de Munique, chegaram ao “fan meeting point” no Jardim da Cerveja da Chinesischen Turm, sendo ‘engolidos’ pela multidão que já enchia o local, apesar da chuva ligeira que cai em Munique, e, depois das tradicionais fotos, dirigiram-se às largas centenas de adeptos desde um terraço do jardim e acabaram mesmo de megafone em riste a entoar cânticos.
Ao chegarem ao local, Marcelo, em declarações aos jornalistas nos raros intervalos entre ‘selfies’, afirmou-se “impressionado” com o número de adeptos portugueses que encontraram pelo caminho, “até mais do que espanhóis”, e explicou que se dirigiu à ‘fan zone’ para “os cumprimentar e puxar por eles”.
“Temos que ganhar isto”, disse, considerando que a receita para a vitória passa por suster a juventude da seleção espanhola, já que, argumentou, a portuguesa tem mais qualidade.
“Eles são perigosos. São jovens e são rápidos, por isso, nos primeiros 30 minutos temos de os conter. Nós somos maduros e experientes. Em qualidade somos melhores do que eles. Mas eles também são muito, muito bons, e têm mais pernas e mais juventude”, disse.
Sempre perto do Presidente, Montenegro, também muito solicitado pelos adeptos para fotografias, admitiu, em declarações à Lusa, ter uma verdadeira expectativa de que Portugal vai mesmo conquistar a sua segunda Liga das Nações.
“Estou muito otimista. Acho que vamos ganhar. Tenho mesmo aquele ‘feeling’ de que as coisas vão correr bem. É evidente que não é um jogo fácil, é uma seleção que é neste momento, talvez, aquela que é mais difícil no mundo, que é a Espanha”, disse.
“Mas acho que temos equipa, temos espírito, temos um país inteiro a puxar, um país inteiro que está no nosso Portugal territorial, mas está espalhado pelo mundo também”, completou.
Depois de finalmente conseguirem romper por entre a multidão, Marcelo e Montenegro subiram a um varandim de um palacete do Beergarden, fazendo então a festa com os adeptos, que agitavam grandes bandeiras e entoavam cânticos ao som de tambores, acompanhando-os primeiro com palmas, mas de seguida de forma ainda mais entusiástica.
Depois de cantado o hino nacional, Marcelo Rebelo de Sousa pegou num microfone para dirigir palavras de agradecimento e incentivo ao público, mas, insatisfeito com a qualidade do som, pediu um dos megafones usados pela claque portuguesa e agradeceu aos adeptos, dizendo-lhes que hoje representam na Arena de Munique “milhões e milhões de portugueses, que vão ver o jogo pela transmissão televisiva”.
Acompanhados pela ministra da Cultura, Juventude e Desporto, Margarida Balseiro Lopes, do secretário de Estado das Comunidades, Emídio Sousa, e do presidente da Federação Portuguesa de Futebol, Pedro Proença, Marcelo e Montenegro cantaram e saltaram ao som de “salta Marcelo, salta Marcelo, olé”.
O primeiro-ministro, entusiasmado com a atmosfera, pegou também no megafone e liderou por momentos os cânticos na ‘fan zone’, cantando “De Portugal eu sou, a todo o lado eu vou, só para te ver ganhar”.
Ao fim de mais de uma hora, e já depois de terem ressurgido no terraço com canecas de cerveja para brindarem com adeptos, Marcelo e Montenegro abandonaram a zona reservada aos apoiantes, voltando a demorar largos minutos para chegarem às viaturas, tantas foram as solicitações de fotografias.
Os adeptos portugueses em Munique começam em breve, a partir das 18:30 locais, a dirigir-se para a Arena de Munique para assistir à final ibérica, que motivou vários a levarem cartazes alusivos de forma irónica à rivalidade entre Portugal e Espanha, com inscrições como “Arroz de cabidela melhor do que paella” e “Pastéis de nata sim, churros não”.
Roberto Martínez, selecionador de Portugal, disse que o foco é apenas ganhar e que se deve travar a Espanha como um todo, não só Lamine Yamal. Confira.
Cristiano Ronaldo fez parte da antevisão do encontro da seleção nacional, deixando elogios a Martínez e a... Messi. Recorde as declarações do capitão.
No mercado negro, os bilhetes para a final da Liga das Nações estão a ser vendidos a mil euros. Leia mais aqui.
É a primeira vez que Portugal e Espanha vão disputar um troféu entre si, depois de terem, em conjunto, presença em 13 finais. Leia mais aqui.
