
O guarda-redes Safonov foi o grande herói no desempate por penáltis
Foto: Karim Jaafar / AFP
O Paris Saint-Germain conquistou, esta quarta-feira, a Taça Intercontinental, após vencer, no desempate por penáltis, o Flamengo, por 2-1. Após uma igualdade a uma bola no tempo regulamentar e no prolongamento, os campeões europeus contaram com a inspiração do guarda-redes Safonov, que defendeu qualquer coisa como quatro cobranças do vencedor da Taça Libertadores.
A equipa francesa, que contou com Nuno Mendes, Vitinha e João Neves a tempo inteiro - Gonçalo Ramos não saiu do banco - cobrou duas grandes penalidades com sucesso (Vitinha e Nuno Mendes) e embora Dembélé e Barcola tenham falhado, o Flamengo fez ainda pior. De La Cruz não desperdiçou, mas Saúl Níguez, Pedro, Léo Pereira e Luiz Araújo perderam o duelo com Safonov, ficando uma grande dúvida numa das cobranças.
Safonov não tinha qualquer pé na linha de baliza quando Pedro rematou, mas o VAR terá avisado o árbitro que o ponta de lança fez uma paradinha ilegal e o penálti não foi repetido, abrindo caminho ao primeiro sucesso do PSG na Taça Intercontinental.
Após a derrota com o Chelsea na final do renovado Mundial de Clubes, realizado no verão, o PSG procurava a redenção no Catar e dominou desde os instantes iniciais, com um livre de Vitinha a chamar o remate de João Neves, que saiu ao lado. Aos nove minutos, um erro incrível de Rossi ofereceu o golo a Fabián Ruiz, mas o guarda-redes do brasileiro foi salvo pelo VAR, uma vez que a bola tinha passado a linha final.
O argentino voltou a estar em destaque pela negativa aos 38 minutos e, desta vez, sem salvação: falhou a interceção ao cruzamento de Doué e colocou a bola à mercê de Kvaratskhelia para o 1-0. O Flamengo esteve sempre mais na expetativa, mas poderia ter empatado em cima do intervalo, quando Pulgar, de cabeça, atirou ao lado após um pontapé de canto cobrado por De Arrascaeta.
A segunda parte começou praticamente com uma grande penalidade de Marquinhos sobre De Arrascaeta, que o árbitro assinalou após ser avisado pelo VAR e ver as imagens. Chamado a converter, Jorginho não perdeu a chance de empatar a partida.
O golo do Flamengo fez tremer, durante algum tempo, o domínio do PSG, que aos poucos se foi intensificando, sobretudo depois das substituições feitas por Luis Enrique. À entrada dos últimos 10 minutos Vitinha falhou o alvo e, logo a seguir, uma jogada de Nuno Mendes levou o pânico à baliza brasileira.
A equipa do Rio de Janeiro respondeu com um contra-ataque conduzido por Gonzalo Plata e concluído por Pedro e, na sequência do canto, a reviravolta esteve muito perto de acontecer. Já depois dos quatro minutos de compensação dados pelo árbitro, Dembélé cruzou e Marquinhos, inadvertidamente, a cortar a bola em vez de a desviar para a baliza.
O equilíbrio marcou a primeira parte do prolongamento e João Neves teve uma boa hipótese de desfazer o empate, mas o remate do internacional português foi travado por Rossi. Já nos últimos 15 minutos, Ndjantou, Luiz Araújo e, sobretudo, Dembélé e Nuno Mendes não mostraram a pontaria necessária para resolver e tudo ficou para decidir no desempate por grandes penalidades.

