
Vinícius voltou a estar em destaque contra o Benfica
Foto: Juanjo Martin / EPA
Benfica volta a perder com o Real Madrid (2-1) e diz adeus à Champions. Águias criaram oportunidades e deixaram boa imagem, mas espanhóis pareceram sempre com o controlo de poder ligar a máquina ofensiva.
O Benfica perdeu com o Real Madrid, esta quarta-feira, no Bernabéu, e disse adeus à Liga dos Campeões. Num ambiente escaldante, acentuado pela polémica em torno do incidente entre Prestianni e Vinícius, as águias revelaram personalidade, coragem e alma. Rafa assinou a vantagem e deu a esperança num final feliz. Tchouaméni cortou o breve prazer encarnado com um golpe de realidade. Mas o Benfica manteve o rumo, fez brilhar Courtois e nunca desistiu até Vinícius marcar. O Sporting vai, assim, jogar com o Real Madrid ou o Bodo/Glimt.
A maior força e qualidade dos espanhóis nos momentos cruciais fez a diferença. O Real Madrid, que defendeu sem grande virtude, deu sempre a ideia de que podia, a qualquer momento, transformar-se numa máquina "assassina". Precisou de duas ou três chances para marcar dois golos, enquanto a águia não teve o habitual ADN matador, ainda acompanhado pela inação do banco - primeira substituição aos 85 minutos.
O Benfica entrou personalizado e a pressionar. Rafa e Dedic aceleravam e levavam o jogo para zonas ofensivas, com o português e Schjelderup a ameaçarem Courtois. O bom momento foi coroado com o tento de Rafa, a igualar a eliminatória. O extremo aproveitou a defesa incompleta de Courtois, a impedir autogolo de Asencio. Infelizmente, a vantagem durou pouco dada a eficácia de Tchouaméni.
Sem tempo para saborear a glória, os encarnados mantiveram a identidade e voltaram a incomodar um Real Madrid com muito espaço nos corredores defensivos. Pavlidis não teve energia e nervo para dar luz aos cruzamentos de Schejlderup e Barreiros. E Ríos fez brilhar Courtois. Os merengues apostaram em Vinícius e no duelo com Dedic, desamparado no plano defensivo. O Real reentrou melhor. No entanto, o Benfica manteve o chip e Courtois em sentido. Rafa acertou na barra e Pavlidis esteve em posição privilegiada.
A falta de frescura física de algumas peças era evidente e a injeção de energia inevitável, mas o banco das águias, com João Tralhão e sem Mourinho, em parte incerta, manteve-se estranhamente silencioso. Vinícius aproveitou um erro de Tomás Araújo e sentenciou a eliminatória - no fim trocou a camisola com Sidny Cabral. Rafa ainda assustou. Depois, de forma tardia as águias fizeram três substituições. Um adeus com final estranho.
Positivo:
Rafa deu esperança e esteve nas melhores chances. Schjelderup e Dedic dinamizaram os corredores e Vinicius sentenciou com classe.
Negativo:
Tomás Araújo foi displicente no lance do segundo golo e Otamendi falhou na jogada que originou o primeiro tento espanhol.
Arbitragem:
O árbitro entendeu que Otamendi não derrubou Vinícius, na área, e recebeu o auxílio do VAR para anular o golo de Arda Guler.

