
Sébastien Ogier venceu em Portugal em 2025, a caminho do nono título mundial.
Foto: Adelino Meireles
Edição do ano passado teve impacto económico recorde. A prova deste ano corre-se entre 7 e 10 de maio, tem menos uma especial e várias novidades.
O Rali de Portugal de 2025 teve um impacto económico total de 193 milhões de euros, segundo um estudo desenvolvido pela Universidade do Algarve, um recorde que superou em mais 10 milhões de euros o que havia sido registado em 2024. As conclusões foram divulgadas durante a apresentação da prova deste ano, que se corre entre 7 e 10 de maio e que tem muitas novidades, com destaque para as especiais que se vão realizar na zona centro do país.
A etapa portuguesa do Campeonato do Mundo de Ralis (WRC) do ano passado gerou cerca de 103 milhões de euros em despesa direta e 89M€ em impacto indireto, apurado pelo valor mediático associado à exposição nacional e internacional. A prova atraiu cerca de um milhão de espectadores ao longo de quatro dias - 36,5% dos quais vieram do estrangeiro -, proporcionando ao Estado uma receita fiscal estimada de 22,5 milhões de euros, referentes à cobrança de IVA e do imposto sobre produtos petrolíferos.
O sucesso deve repetir-se este ano, com Portugal a receber a sexta prova do Mundial WRC, que vai contar com 23 especiais, menos uma do que no ano passado, num total de 1862 quilómetros, dos quais 345 serão cronometrados. Depois do shakedown de Baltar (Paredes) na tarde de quarta-feira e da partida simbólica em Coimbra, na quinta, a competição arranca com a especial Águeda-Sever do Vouga, seguindo-se Sever do Vouga-Albergaria-a-Velha, com o dia a terminar com a superespecial da Figueira da Foz.
O dia 8 passa-se na zona centro do país, com duas passagens por Arganil, Lousã e Góis e apenas uma por Mortágua, com a particularidade dos troços de Arganil e Góis serem feitos em sentido inverso ao que era habitual. No sábado, as máquinas rumam ao norte para acelerar em Felgueiras, Cabeceiras de Basto, Amarante e Paredes antes da superespecial de Lousada.
O Rali de Portugal termina domingo, dia 10, em Vieira do Minho e o icónico troço de Fafe, onde se corre também a "power stage" e se realiza a cerimónia do pódio.
"É um orgulho continuar a ver Portugal e este rali no pelotão da frente dos ralis mundiais, com uma visibilidade que chega a todo o Mundo. Estamos seguros que 2026 será mais uma grande edição, com este espírito português tão característico e com a paixão dos adeptos, que é o verdadeiro combustível para esta prova", afirmou, durante a apresentação, Carlos Barbosa, presidente do Automóvel Club de Portugal que, mais uma vez, é o responsável pela organização da prova.

