
Moffi estica-se para marcar o golo que fechou o resultado no Dragão.
Foto: Miguel Riopa / AFP
Golo a abrir de Pietuszewski não inspira equipa portista. Arouquenses assustaram o Dragão, mas um penálti de William e estreia a marcar de Moffi resolveram o assunto.
Foi com uma vitória muito sofrida que o F. C. Porto manteve os quatro pontos de avanço sobre o Sporting, antes de ir à Luz defrontar o Benfica (com uma visita a Alvalade pelo meio, na primeira mão da meia-final da Taça), num jogo em que o Arouca esteve perto de provocar surpresa na Invicta. A noite abriu com um golo madrugador de Pietuszewski, aos 13 segundos, o mais rápido de sempre a favor dos portistas no Dragão, e nem isso embalou a equipa de Farioli para um triunfo seguro. Bem pelo contrário.

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É um facto que os portistas, sobretudo na primeira parte, fizeram o suficiente para evitar sobressaltos, mas sem poder de fogo na área (Deniz Gul não está a conseguir fazer esquecer os lesionados Samu e Luuk de Jong), é difícil resolver as partidas. Os arouquenses aguentaram a margem mínima até ao intervalo e no segundo tempo mostraram que a subida de forma das últimas semanas não surgiu por acaso. Mesmo sem três habituais titulares, devido a castigo, os "lobos" começaram por ameaçar o empate num grande tiro à barra de Fukui e depois igualaram mesmo o marcador, por Djouahra, que aproveitou espaços pouco habituais nas imediações da área azul e branca.
Com 20 minutos para jogar, o F. C. Porto recompôs-se do golpe e foi à base da crença que correu em busca do triunfo. Já com os reforços Moffi e Seko Fofana em campo (mais tarde, entrou também o jovem André Miranda, em estreia na equipa principal), e empurrado pelo público da casa, o líder do campeonato jogou finalmente com o sentido de urgência próprio de quem não quer deitar pontos pela janela, mesmo sem mostrar um futebol de ataque particularmente esclarecido. A três minutos dos 90, Fofana acreditou num lance confuso e conquistou um penálti muito contestado pelo Arouca, que o árbitro Iancu Vasilica assinalou de pronto, sem reversão por parte do VAR.

Foto: Miguel Riopa / AFP
William Gomes, outra arma saída do banco portista na segunda parte, converteu com mestria o castigo máximo, já em tempo de compensação, período em que o extremo brasileiro voltou a brilhar, desta vez com a assistência para Moffi assinar o 3-1, no primeiro golo de azul e branco após a chegada em janeiro. Pela amostra dos últimos jogos, o atacante nigeriano vai mesmo ter de mostrar serviço até ao final da época para que o F. C. Porto possa manter as esperanças de chegar ao título.

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Em destaque
Positivo: Fofana trouxe a alma que estava a faltar aos portistas. William não tremeu no penálti e ainda assistiu Moffi. Fukui tratou bem a bola na construção de jogo do Arouca.
Negativo: Gul voltou a não ser o avançado de que o F. C. Porto precisa. Rosario esteve mais complicativo do que o habitual. Barbero passou despercebido no ataque visitante.
Arbitragem: Dúvidas no penálti. Há um toque, mas a questão está em saber quem o promove. O árbitro entendeu que foi Yellu e o VAR concordou.

