Rui Borges sobre jogo adiado com o Tondela: "Se temos esse direito, é tirar proveito dele"

Rui Borges, treinador do Sporting
Foto: Rodrigo Antunes/Lusa
Rui Borges, treinador do Sporting, realçou a força do Bodo, falou da gestão por conta do relvado sintético e abordou ainda o jogo adiado frente ao Tondela.
Na véspera do duelo frente ao Bodo/Glimt, Rui Borges não se mostrou surpreendido com a campanha protagoniza pelo Bodo/Glimt na Liga dos Campeões, na qual já bateu tubarões como o Atlético de Madrid, Inter de Milão ou até o Manchester City.
"É uma equipa que no ano passado foi às meias-finais da Liga Europa, só perdeu para quem ganhou, e este ano já venceu grandes equipas se calhar candidatas à vitória nesta competição. São equipas diferentes na ideia, mas competitivas, com ambições e determinadas em marcar história, o seu nome, cada jogador também procura isso", referiu, antes de falar sobre a questão do relvado sintético.
"Não servirá de desculpa, mas é um pouco diferente de jogar na relva. Há jogadores que prende mais. Quem não está habituado tem mais dificuldades. Mas jamais servirá de desculpa, porque o Bodo tem sido uma grande equipa não só em casa, mas como fora também", atirou.
O forte e denso calendário competitivo poderá provocar algum desgaste, mas isso também não poderá ser outro motivo de desculpa para o técnico leonino. "Não pode servir de desculpa, mas em Braga sentiu-se alguma quebra em termos físicos. Quem está de fora pode não estar atento, mas nós estamos. Acreditamos que, ao quarto dia, estão bem para o que é a exigência do jogo. Vamos defrontar uma equipa bastante intensa e que vai exigir muito de nós a nível físico, para além do impacto de jogar num sintético. Tem toda essa particularidade, onde vamos ter de estar atentos. Perceber quem está mais adaptado. Para perceber qual é o melhor onze para desde uma fase inicial combater um grande Bodo", afirmou,
"O jogo de amanhã não vai ser decisivo, nem o de casa"
Rui Borges diz que o Sporting já fez história e que agora passa por "continuar a sonhar com os pés bem assentes na terra". "Já venceram grandes equipas tanto em casa como fora. Demonstra bem a qualidade do Bodo/Glimt. É uma equipa que no seu contexto tem muita posse de bola. Não foi campeão, mas teve o melhor ataque e a melhor defesa", recordou, referindo mais à frente por onde poderá passar o segredo para ser bem sucedido no jogo.
"A chave será a nossa capacidade de estarmos preparados para aquilo que será a exigência física dos 90 minutos. Mete muita intensidade, muito vertical, procura a baliza e nesta competição, penso eu, é a equipa com mais golos em contra-ataque e ataque rápido. Temos de estar preparados. Como gostamos de ter bola, temos de estar muito lúcidos no que são os equilíbrios, visto serem fortes na transição ofensiva nesta competição", analisou.
Dessa forma, o técnico natural de Mirandela, de 44 anos, afirma que o comportamento nos 180 minutos será fundamental. "Penso que os dois jogos vão ser decisivos. O Atlético de Madrid na sua casa já foi derrotado por um Bodo/Glimt. O jogo de amanhã não vai ser decisivo, nem o de casa. Acho que é a duas mãos e aquele que for mais forte passará aos quartos. A ambição das duas equipas será igual".
Por fim, Rui Borges disse que os leões adiaram o jogo frente ao Tondela, da Liga. "Temos esse direito, acima de tudo. Temos essa oportunidade e optámos por ela. Vínhamos de três jogos seguidos, vamos jogar amanhã também. Jogos de exigência grande. Se temos esse direito é tirar proveito dele. Se calhar noutros momento tínhamos, mas não conseguimos adiar. São as leis e as regras. E foi por aí. Gostávamos de ter semanas normais, de podermos respirar mais, de forma a estamos mais preparados. Nestes dias é só recuperar e treinar muito pouco", explicou.

