Rui Borges: "Tenho visto que só a mim é que me perguntam no final dos jogos se vi os lances"

Rui Borges, treinador do Sporting
Foto: Fernando Veludo/Lusa
Rui Borges, em antevisão para o jogo com o V. Guimarães, voltou a ser cauteloso com o tema arbitragem e tocou ligeiramente na questão dos casos. Para além disso, o técnico natural de Mirandela falou do incidente de Suárez em Barcelos, assim como das lesões e das dificuldades em fazer gestão do grupo nesta fase "crítica da época".
"Em relação à arbitragem, não vou falar. Já disse que não falo. Por mais que das outras partes possam falar ou não, tento abstrair-me ao máximo. Todos erram. Jogadores, treinadores, árbitros. Faz parte. Sou daqueles que acredita sempre na parte boa das coisas e nunca nas negativas. Espero, e volto a dizer, que o ruído não se faça sentir e que se valorize mais o futebol português, o nosso campeonato, mais do que qualquer ruído que possa condicionar. Não me vou alongar muito", disse, antes de falar de outro tópico.
"Em relação ao casos, tenho notado algo diferente. Tenho visto que só a mim é que me perguntam no final dos jogos se vi os lances. É sempre ao treinador do Sporting que perguntam os lances mais duvidosos. Mas dentro disso é focar no que controlamos. No nosso jogo e o que podemos dar ao jogo. Outras vezes melhor, outras não tão bem, mas que sejamos competentes para continuar no nosso trajeto e no nosso campeonato", atirou.
Por outro lado, Rui Borges referiu que só soube do incidente de Suárez, em Barcelos, no qual partiu uma porta de vidro, pelos jornais, mas destacou que "não houve qualquer tumulto com árbitro ou a equipa adversário" e fechou o assunto.
Já relativamente à forma como perdeu a Taça da Liga na época passada garante que não tem o "orgulho ferido". "No ano passado perdemos nos penáltis. É algo muito específico. Não fomos muito competentes nessa marcação. De resto, queremos é a ambição de estar nas competições e a disputar as finais. Estivemos nelas na época passada, não conseguimos ganhar todas. O futebol é isso. É seguir, levantar e voltar a lutar para estar novamente nas finais. Amanhã disputar o jogo, competitivo, contra uma boa equipa para estarmos na final e, depois sim, conseguirmos vencer a competição. Eles querem é ganhar e não se cansam de ganhar. Querem acrescentar história, continuar na história do Sporting. E é um troféu que os mete novamente nessa história".
O técnico dos leões destacou a polivalência de Maxi, garantiu que o internacional uruguaio "vai jogar" e abordou ainda o tópico das lesões que tem fustigado o plantel nas últimas temporadas.
"Os que demoram mais a recuperar são lesões traumáticas e que não controlamos. O máximo a que podemos olhar é as lesões musculares. Felizmente, não temos tido muitas. O Pote teve agora uma recidiva que vai demorar um bocadinho mais, mas tirando isso, as mais demoradas são as que não controlamos internamente. É um jogo de contacto, que às vezes cria estes problemas. Esta época temos a CAN também, que condicionou com dois jogadores importantes na dinâmica da equipa. O que controlamos, controlamos e muito bem. O staff, a estrutura da performance, o departamento médico têm sido excecionais", explicou, antes de rematar com a gestão.
"Nesta fase é difícil haver muita gestão. Além de não termos essas soluções todas, esta fase se calhar é a mais crítica da época. Muitos jogos, o acumular de alguma fadiga, e pode haver esse risco maior de lesão. Esta época acho que é diferente da passada. Aqui tem muito mais a ver com o trauma, com a CAN, que tira soluções, do que propriamente com as lesões em si. É o que é, é o futebol. Temos de saber contrariar essas coisas menos positivas que vão acontecendo no caminho e temos feito isso muito bem. A equipa tem dado uma boa respostas e isso deixa-me feliz acima de tudo", finalizou.
O Sporting defronta o Vitória de Guimarães, em Leiria, esta terça-feira às 20 horas, num jogo a contar para a final four da Taça da Liga.

