
São Bernardo conta com 200 atletas na formação
Maria João Gala / Global Imagens
O São Bernardo, emblema histórico da modalidade, aposta na formação para poder ter sucesso no futuro.
Em Aveiro, há um "dinossauro" a reerguer-se, que vem dando passos seguros para superar uma autêntica "travessia no deserto". O cenário, figurado claro está, é descrito por Renato Areias, coordenador e membro da junta diretiva que gere os destinos do São Bernardo. "O andebol sempre foi a cara da freguesia e da região", aponta o dirigente, e o clube fez muito por isso.
Com vários títulos nacionais no currículo, entre a equipa principal e os escalões de formação, o São Bernardo construiu uma reputação sólida na modalidade. "Já andamos aqui há muito tempo, já formámos muitos e bons, mas não nos queremos agarrar em demasia ao que já fizemos. Em vez disso, queremos procurar o que ainda podemos fazer", diz Renato Areias sobre uma coletividade a viver um momento importante.
De um ano para o outro, mais do que dobrou o número de praticantes na formação do emblema aveirense, fenómeno para o qual muito contribuiu a criação da secção de andebol feminino. A isso juntam-se ações de captação no Centro Social local e uma maior aproximação às escolas. "Passamos por todas as turmas, do primeiro ao sexto ano de escolaridade, dos agrupamentos escolares José Estêvão e da Oliveirinha. Procuramos que percebam o que é o andebol e que venham às nossas instalações", explica o dirigente.
Os que aparecem no imponente pavilhão do clube podem contar com "muito contacto com a bola e muitos exercícios individuais, sem oposição, para conseguirem finalizar e ter sucesso". O método é partilhado por Jorge Justino, jogador da equipa principal e treinador nos escalões jovens. O importante "é que se divirtam e queiram vir treinar", ficando a faceta mais competitiva reservada para "a partir dos sub-16".
A angariação de apoios financeiros e a gestão do pavilhão, único local para treinos e jogos de que o São Bernardo dispõe, são os principais desafios de um clube "de formação, que quer dar ao andebol e continuar a ser importante a nível nacional", vinca Renato Areias. Para cumprir esse desígnio, é fundamental manter a atual dinâmica de crescimento. "Só o conseguiremos fazer se procurarmos crescer. Há 20 anos, o clube tinha mais atletas do que tem hoje. Ainda estamos longe de atingir o nosso potencial máximo", acredita o dirigente.
