Suplício do Irão e de Taremi coloca presença no Mundial 2026 em risco

Taremi, antigo jogador do F. C. Porto, é o capitão de equipa da seleção iraniana, em risco de falhar o Mundial
Foto: Aggelos Nakkas / AFP
O ataque dos Estados Unidos e de Israel que o Irão tem sido alvo pararam o campeonato de futebol. Muito dificilmente, a seleção iraniana estará presente no Mundial 2026, onde ficaria sediada nos Estados Unidos.
Na estreia no Mundial 2022, frente à Inglaterra, os jogadores da seleção iraniana, então comandada por Carlos Queiroz, decidiram não cantar o hino e remeteram-se ao silêncio nessa cerimónia solene como forma de solidariedade com o povo e em sinal de respeito pela situação que o país vivia, com manifestações contra o regime nas ruas das principais cidades depois da morte de Mahsa Amini, após ter sido detida por não usar na rua o véu hijab como é imposto pelo código da república islâmica. Os protestos agravaram-se e até o Catar, onde se realizou o evento, foi palco de alguns confrontos entre iranianos anti e pró-regime. Quase quatro anos depois, eis o Irão outra vez fragilizado às portas de outro Mundial e nem é certo que lá compareça: "Não quero saber", comentou Donald Trump.
