Varandas fala em "chorrilho de mentiras" e relembra clássico com o F. C. Porto: "Vê-se em África só"

Frederico Varandas, presidente do Sporting
Foto: Mário Vasa
Frederico Varandas, presidente do Sporting, reagiu, esta terça-feira, às críticas do F. C. Porto, recordou algumas polémicas do clássico e referiu que "a melhor resposta ao ódio é o amor".
"Vou focar-me em dois pontos. Um é muito direto, fala em mais um lance no jogo do Sporting-Famalicão. Curiosamente, esse lance, coisa rara no futebol português, em todos os comentadores na análise desportiva, teve decisão unânime. Todos consideram que a decisão foi a correta. O segundo ponto, insinuam que o Sporting tem peões numa Comissão Não Permanente de Arbitragem. Já esclareci esse assunto, mas interessa insistir na mentira", começou por reagir Frederico Varandas, em Alcochete, a um comunicado do F. C. Porto, antes de centrar-se de forma mais profunda neste tema.
"Vou voltar a explicar: estes órgãos sociais da federação foram eleitos com o apoio do F. C. Porto. Em maio, antes da época começar, foram criadas 19 comissões. Que são o quê? Grupos de reflexão. Não reportam ao CA, não reportam ao CD, não têm poder deliberativo. A federação convidou os 84 delegados, onde estão os clubes profissionais, as comissões de trabalho. O Sporting inscreveu-se. Mas não é que o F. C. Porto também se inscreveu? Havia comissões de arbitragem, competições, futebol jovem, jogadores, treinadores. Quem escreve este comunicado sabe que está a mentir. O intuito deste comunicado não é informar. É simplesmente desviar atenções", completou.
Ainda em relação ao Clássico, os azuis e brancos avançaram com uma participação pelos beijinhos direcionados por Frederico Varandas, um gesto que também foi questionado.
"Não foi provocatório. Ensinaram-me desde pequenino que a melhor resposta ao ódio é o amor. Só isto. Em relação a esses três episódios, dou de barato. Até motiva as equipas adversárias, demonstra pequenez e caráter pouco nobre. O Sporting quando recebe, seja o primeiro, que neste caso é o F. C. Porto, seja outro, é com toda a dignidade possível. É assim que gosto de competir, que o Sporting gosta de competir. Os comunicados, que são um chorrilho de mentiras, e têm sido desde o jogo do F. C. Porto, têm um só objetivo: não falar-se do que interessa. E o que aconteceu às toalhas do Rui Silva? Foram precisas três toalhas. Nunca vi isto. Roubaram duas vezes as toalhas do guarda-redes durante o jogo. E a partir do golo do F. C. Porto, todos os apanha-bolas retiram os cones e as bolas. E isto, meus senhores, já não se vê na Europa periférica. Vê-se em África só", atirou, deixando uma provocação a André Villas-Boas.
"Eu acho que vocês devem saber que o presidente do F. C. Porto pertence ao Comité de Competições de Clubes da UEFA. Gostaria que perguntassem ao presidente do F. C. Porto se sugere, na elite do futebol, roubar as bolas quando se está a ganhar 1-0. Depois, retirar a toalha ao guarda-redes. É isto que ele propõe? No Comité da UEFA? Fazia uma sugestão ao presidente do F. C. Porto. Que faça isto agora nos oitavos de final da Liga Europa. Sabem que aqui brincam com o Conselho de Disciplina. O caso Fábio Veríssimo parece que já acabou. O F. C. Porto foi multado em mais de 12 mil euros pelo sucedido. Vocês tiveram acesso à justificação do F. C. Porto. Foi um mero lapso. Lapso porquê? Porque o F. C. Porto analisa, durante a primeira parte, os lances polémicos de arbitragem e manda para os treinadores. E não é que também avaliam lances dos jogos dos infantis? De um jogo Braga-F. C. Porto. Também analisam jogos dos infantis. Esta é a justificação do CD. Reparem. Mentem. Mentem. Julguei que houvesse a justificação de 'o presidente não sabia'. Mas não. Há mentira", afirmou.
E acrescentou: "Se eu chegasse a casa, olhasse para os meus filhos e eles soubessem que o Sporting fazia isto, eu morria de vergonha. Não estamos a falar de ganhar ou perder. Isso faz parte da vida. Mas o que nos define é a maneira como atuamos na vitória e na derrota. Já o disse e volto a dizer. Se estes episódios, Fábio Veríssimo, roubar as toalhas, mandar os apanha-bolas tirar a bolas, fossem neste Sporting, eu não tinha dimensão ética para ser presidente".

