Vasco da Gama: histórico clube regressa à 1.ª Divisão de basquetebol mas pode não jogar em casa

Vasco da Gama garantiu a subida à 1.ª Divisão de basquetebol
Foto: Pedro Granadeiro
Pavilhão do clube portuense não cumpre os requisitos impostos pela Federação Portuguesa de Basquetebol. Subida foi garantida com equipa recheada de jogadores da formação.
Três décadas depois, o histórico clube portuense Vasco da Gama está de regresso ao principal escalão nacional, num feito alcançado por uma equipa construída maioritariamente com jogadores da formação e apoiada num modelo de forte identidade e grande compromisso coletivo. “O objetivo inicial era apenas garantir a manutenção. Mas percebemos, ainda na primeira fase, que podíamos enfrentar qualquer equipa. Isso mudou tudo”, partilhou, ao JN, o treinador Nuno Freitas, que vai continuar na liderança da equipa na próxima época.
Apesar do título na Proliga, a temporada anterior foi marcada por limitações orçamentais e logísticas, nomeadamente com a integração tardia de jogadores estrangeiros, mas também por um espírito de grupo muito consolidado. “Além da escolha criteriosa dos jogadores, fizemos da entreajuda e resiliência a nossa base. Quando vimos que, mesmo sem a ter a equipa na máxima força, já estávamos a competir com os melhores, percebemos que podíamos chegar longe”, disse o técnico.
Fora do campo, o clube enfrenta dificuldades. O pavilhão Parque das Camélias não cumpre os requisitos exigidos pela Federação Portuguesa de Basquetebol para acolher jogos da 1.ª Divisão e há o risco de o Vasco da Gama não poder alinhar no seu mítico espaço. “Custa-me imenso pensar nisso. Subimos e, provavelmente, nem vamos poder jogar no nosso pavilhão. E não será sequer no Porto. Isso não é justo para este grupo, nem para os nossos adeptos”, lamentou o diretor Filipe Sá, contando com o apoio das autarquias locais para os investimentos necessários.
Com 150 atletas em vários escalões, o clube mantém-se fiel às suas raízes, ainda com o espírito do desporto em estado puro. “Estamos aqui por amor. Os nossos jogadores portugueses não têm salário, apenas um pequeno bónus. E continuam, por orgulho, com a mesma entrega. Isso diz tudo”, concluiu.
