Um velejador morreu e três ficaram feridos no acidente que envolveu uma embarcação angolana na regata Cidade do Cabo-Rio de Janeiro, iniciada no passado dia 4 de janeiro.
O acidente ocorreu na noite do passado dia 4 e envolveu o veleiro Bille, pertencente ao Team Angola, que, lê-se no comunicado da organização enviado à Lusa, "sofreu um grave acidente no decorrer da regata Cape to Rio 2014".
O acidente, que envolveu e danificou outros veleiros, ter-se-á devido a "uma forte tempestade".
"De acordo com a informação disponibilizada pela organização sul-africana da Regata Cape to Rio, o mastro do Bille ter-se-á partido, estando este imobilizado a cerca de 100 milhas náuticas da Cidade do Cabo. Uma fragata da Marinha Sul-Africana já foi enviada pelas autoridades para o local para prestar auxílio à tripulação", lê-se ainda no comunicado.
Estão confirmados três feridos ligeiros e a vítima mortal foi identificada como sendo António Bartolomeu, um dos sete tripulantes do Bille e técnico da Rádio Nacional de Angola.
A regata que liga a Cidade do Cabo ao Rio de Janeiro começou a disputar-se há 43 anos e a 14.ª edição partiu para o mar no dia 04 de janeiro.
Angola participava com duas embarcações, a Bille e a Mussulo III, da classe Bavaria 55, de 16 metros de comprimento, patrocinadas pela Angola Cables, em que o objetivo é promover o seu novo cabo de telecomunicações "SACs", que irá ligar Angola ao Brasil.
A prova, denominada "Cape2Rio 2014", é uma competição de barcos à vela e é considerada a mais longa regata oceânica do hemisfério sul.
A chegada ao Rio de Janeiro está prevista cerca de um mês depois da partida.
Para esta 14.ª edição estão inscritas 29 embarcações, em representação de nove países: África do Sul (19), Angola e Austrália (duas cada) e Itália, Croácia, Reino Unido, Índia, França e Brasil (uma cada).
A Angola Cables, operadora angolana de telecomunicações vocacionada para a gestão e comercialização de cabos submarinos de fibra ótica, foi constituída em 2009.
