
Daniel Babor (Caja Rural) foi o mais rápido na chegada a Castelo Branco, batendo o espanhol Adoni López (Burgos)
Pedro Correia / Global Imagens
Corredor da Caja Rural vence traiçoeiro sprint em Castelo Branco, com comissários a não validarem protesto de irregularidade. João Matias veste a amarela e prolonga estado de graça da Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua.
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À terceira foi de vez, com Daniel Babor (Caja Rural) a conseguir, finalmente, impor-se ao sprint nesta Volta a Portugal, mostrando mestria a domar o traiçoeiro empedrado de Castelo Branco, num êxito ainda beliscado por alguma polémica, que acabou desfeita com recurso ao VAR do ciclismo.
Na aproximação à meta, o encorpado checo deu um toque em António Carvalho (ABTF-Feirense) para se colocar na linha das decisões, mas, apesar dos protestos do ciclista de Santa Maria Feira, os comissários, analisando as imagens do incidente, não consideraram o contacto suficiente para infringir as regras, validando a vitória de Babor, que foi, respetivamente, acompanhado no pódio por Adoni Lopéz (Burgos-BH) e João Matias (Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua).
Bonificação decide líder
Apesar do terceiro lugar, o barcelense João Matias, vencedor da tirada da véspera, em Loulé, também teve motivos para festejar, pois graças à bonificação de quatro segundos conseguiu chegar à liderança da prova, vestindo, pela primeira vez, a camisola amarela na Volta a Portugal, por troca com Rafael Reis (Glassdrive-Q8-Anicolor), que caiu para o segundo posto, a dois segundos de Matias, mantendo-se Lukas Meiler (Team Vorarlberg) em terceiro, a seis.
Este era um desfecho previsível no início da jornada, em Estremoz, onde, mais uma vez, a vaga de calor devorou o pelotão. Ainda assim, João Macedo (Credibom-LA Alumínios-Marcos Car) e Raúl Rota (RádioPopular-Paredes-Boavista), Yanne Dorenbos (Kern-Pharma) e Unai Iribar (Euskaltel-Euskadi) desafiaram as circunstâncias logo aos 34 quilómetros, numa fuga que, apesar de algumas divergências competitivas pelas metas intermédias, se manteve coesa até 19 quilómetros da meta.
Aí, João Macedo deixou os três companheiros de escapada para pontuar para a camisola da montanha, mas logo que conseguiu esse objetivo foi alcançado pelo pelotão, que, mesmo com algumas ameaças, entrou compacto para as decisões ao sprint, onde Babor brilhou.
Esta segunda-feira começam as verdadeiras dificuldades desta Volta a Portugal, e logo com a etapa rainha, na subida à Torre, na serra da Estrela, numa ligação de 184,3 quilómetros, com partida em Mação, que irá fazer a primeira seleção entre os que estão mais fortes para lutar pela vitória final.
