
Vítor Ferreira é uma das revelações da época no F. C. Porto
Tony Dias/Global Imagens
É a mais recente coqueluche da equipa de Sérgio Conceição e está prestes a completar um ano de altos (muitos) e baixos (poucos) com a camisola azul e branca. Os piores momentos encara-os como fases de aprendizagem e os mais positivos pretende renová-los em breve. É pelo menos assim que Vítor Ferreira se revela em declarações ao JN.
"Ter sido campeão europeu de juniores pelo F. C. Porto foi um ponto muito alto da minha carreira. Foi ótimo estar presente e ter trabalhado para lá chegar. É algo que fica na memória e ficará para a história, porque fomos a primeira equipa portuguesa a conquistar a Youth League, mas espero atingir pontos bem mais altos e sei que muitas coisas boas ainda estão para vir. Se for possível, e vamos fazer por isso, desejo que o próximo ponto alto seja já este ano, nos Aliados, a festejar o campeonato nacional", atira o médio.
Logo a seguir à Youth League, creditada a 29 de abril de 2019, somou mais um título ao currículo, participando na conquista do campeonato nacional de juniores. Já esta época, fez "estágio" na equipa B portista, sob o comando de Rui Barros, e em janeiro foi chamado a fixar-se definitivamente na equipa principal.
"Foi um orgulho enorme, um grande reconhecimento por parte do míster. Fiquei mesmo muito, muito feliz. Trabalhei e fiz por isso todos os dias, até nos piores momentos. Felizmente consegui", regozija-se Vitinha, alcunha pela qual é conhecido, embora o diminutivo não encaixe nas qualidades que demonstra em campo.
Estreou-se pela equipa principal na Taça de Portugal, com o Varzim, já fez dois jogos completos na prova rainha, ambos com o Académico Viseu, jogou na Taça da Liga, no campeonato e até entrou nos minutos finais da vitória no clássico com o Benfica, no Dragão, que permitiu ao F. C. Porto arrancar para a liderança da Liga. Mas isso não lhe chega. "Estamos com muita vontade de voltar ao normal, passar esta situação toda e poder ganhar as duas competições. Isso tem de ser uma motivação extra. Ainda mais para mim, que estou agora a conhecer tudo isto na primeira pessoa", afirma.
Ainda antes da paragem competitiva, motivada pelo novo coronavírus, uma lesão afastou-o das opções, mas, garante, nem isso lhe retirou o ânimo. "As lesões fazem parte da carreira de um jogador de futebol, mas também servem de aprendizagem e de crescimento. Mas fica a certeza de que estarei pronto para quando voltarmos à normalidade, que é o que todos queremos", anuncia.
Ainda não há data prevista para o regresso à competição e Vítor Ferreira não esconde as saudades das rotinas de jogos e treinos coletivos, no Olival, garantindo que, em casa, não se deixa "cair na monotonia". Nesse sentido, também recorda o apoio dos adeptos portistas, de quem recebe um carinho especial por ser "um menino da formação" do F. C. Porto: "Por favor, continuem a apoiar, porque fazem mesmo a diferença".
Filho de futebolista
Filho de um antigo médio com o mesmo nome, Vitinha chegou esta época ao futebol profissional e, entre equipas sub-19, B e principal participou em seis diferentes provas (26 jogos e 10 golos). Foi alvo de Benfica e Sporting, mas fixou-se no F. C. Porto. Tem contrato até 2024, cláusula de 40 milhões de euros e lugar assegurado no próximo plantel portista.
