
Christian Prudhomme, diretor geral da Volta a França
Anne-Christine POUJOULAT / AFP
O Tour de 2024 parte da cidade italiana de Florença a 29 de junho e, pela primeira vez no longo historial da prova, não terá a meta final em Paris, devido aos Jogos Olímpicos. Corrida terá menos percursos de alta montanha, mas mais tempo passado em altitude.
Pela primeira vez em 111 anos de história, a Volta a França não vai terminar em Paris, nos icónicos Champs-Elysées, sendo, desta vez, a cidade de Nice, no Sul do país, o palco da meta final da mais emblemática prova do ciclismo mundial.
Todos os detalhes da prova, que decorre entre 29 de junho e 21 julho, foram apresentados esta quarta-feira, confirmando-se que a corrida arranca em Florença, na Itália, outra particularidade em estreia, e termina na capital da Côte D’Azur, num contrarrelógio final, de 35 km, que parte do Mónaco, num formato que já não acontecia desde 1989.
As alterações no formato do percurso e a antecipação da Volta em uma semana em relação às suas habituais datas, prende-se com a realização dos Jogos Olímpicos em Paris, que têm início a 26 de julho.
Este Tour 2024 terá 3492 quilómetros e um desnível de 52 230 metros, cruzará Itália, São Marino, França e Mónaco, terá duas provas de contrarrelógio, a vai atravessar quatro maciços com sete etapas de montanha e quatro chegadas altas.
Serão, ao todo, 27 grandes picos, três nos Apeninos, um nos Alpes italianos, 12 nos Alpes franceses, três no Maciço Central e oito nos Pirenéus.
Ainda assim, esta edição de 2024 será menos montanhosa que a deste ano, tendo menos três passagens pelos picos que em 2023, mas, por outro lado, os ciclistas terão de lidar com altitudes maiores.
O Galibier, com 2642 metros de altitude, costuma ser o telhado do Tour, mas desta vez será superado pelo cume da Bonnette que fica a 2802 metros, a estrada asfaltada mais alta de França, que o pelotão percorrerá durante a 19.ª etapa.
Incluindo, também, o icónico Tourmalet (2115 m) nos Pirenéus, os corredores percorrerão mais de 25 km além da barreira dos 2000 metros de altitude, algo que parece favorecer o dinamarquês Jonas Vingegaard, vencedor da prova nos dois últimos anos, que se dá bem nesta tipologia de terreno.
Etapas
1.ª - 29/6 - Florencia - Rimini, 206 km
2.ª - 30/6 - Cesenatico - Bolonia, 200 km
3.ª - 1/7 - Plaisance - Turín, 229 km
4.ª - 2/7 - Pinerolo - Valloire, 138 km
5.ª - 3/7 - Saint-Jean-de-Maurienne - Saint-Vulbas, 177 km
6.ª - 4/7 - Macon - Dijon, 163 km
7.ª - 5/7 - Nuits-Saint-Georges - Gevrey-Chambertin, 25 km (CRI)
8 ª - 6/7 - Semur-en-Auxois - Colombey-les-Deux-Églises, 176 km
9.ª - 7/7 - Troyes - Troyes, 199 km
8/7 Descanso en Orléans
10.ª - 9/7 - Orléans - Saint-Armand-Montrond, 187 km
11.ª - 10/7 - Évaux-les-Bains - Le Lioran, 211 km
12.ª - 11/7 - Aurillac - Villeneuve-sur-Lot, 204 km
13.ª - 12/7 - Agen - Pau, 171 km
14.ª - 13/7 - Pau - Saint-Lary-Soulan, 152 km
15.ª - 14/7 - Loudenvielle - Plateau-de-Beille, 198 km
15/7 Descanso en Gruissan
16.ª - 16/7 - Gruissan - Nimes, 187 km
17.ª - 17/7 - Saint-Paul-Trois-Châteaux - Superdévoluy, 178 km
18.ª - 18/7 - Gap - Barcelonnette, 179 km
19.ª - 19/7 - Embrun - Isola 2.000, 145 km
20.ª - 20/7 - Niza - Col de la Couillole, 133 km
21.ª - 21/7 - Mónaco - Nica, 34 km (CRI).
