Euro 2020

Húngaros devorados no final do lanche

Húngaros devorados no final do lanche

Campeão europeu marca três golos nos últimos minutos e garante vitória preciosa no arranque. Raphael Guerreiro desata nó aos 84 minutos e Cristiano Ronaldo bisa.

A vitória chegou tarde mas chegou! O campeão europeu entrou com tudo na prova, como diz o "slogan" da equipa das quinas, e devorou a Hungria, em Budapeste, com três golos numa reta final suada e imprópria para cardíacos. O primeiro golo, aquele que desatou o nó, pertenceu a Raphael Guerreiro, os 84 minutos, num lance de sorte, e os outros dois foram de Ronaldo. Tudo graças a uma ponta final soberba, a apagar as memórias de uma exibição que alternou entre o bom e o mau, mas em que sobressaiu um resultado muito positivo. A vitória deu fôlego para as próximas batalhas com os gigantes Alemanha e França e a vantagem de três golos deu também confiança para as contas finais, caso seja necessária a máquina de calcular no "goal average".

Fernando Santos não surpreendeu no onze, apostou nos mais experientes e nem sequer abdicou de Danilo, um jogador mais talhado para duelos em que Portugal tem menos posse de bola. Durante o encontro, a aposta em Rafa revelou-se decisiva: esteve nos três golos a agitou as águas. O estilo de jogo da Hungria foi igualmente o que se esperava, trancou-se atrás com cinco defesas e deu a bola a Portugal.

A grande chave do encontro foi quase sempre saber como a equipa das quinas poderia, desde o início, dar a volta a um adversário com um autocarro na baliza e a resposta surgiu cedo. Portugal não ia entrar em correrias, ia saber esperar com uma boa circulação de bola e lançamentos longos. No entanto, o abuso da paciência até fez tremer os portugueses, já que o primeiro golo chegou num período crítico em que se jogava mais com o coração.

O jogo começou enrolado mas a inexperiência defensiva magiar quase foi sinónimo de golo para Diogo Jota. Isolado, permitiu a defesa a Guácsi e, pouco depois, voltou a colocar o guarda-redes em sentido. Completamente dono da partida, Portugal falhou outra oportunidade soberana, desta vez por Ronaldo, com a baliza à mercê. A equipa estava por cima, mas faltava eficácia.

Na segunda parte, os portugueses entraram pior e tiveram mais dificuldades nos movimentos de rotura. À exceção de um pontapé perigoso de Bruno Fernandes, pareciam afundar-se num jogo demasiado pausado. Mas a mudança chegou do banco. Aos 84 minutos, Rafa iniciou o lance do golo, concluído por Raphael Guerreiro, após o remate embater num adversário. Finalmente com o empate desfeito, Portugal teve o espaço que desejava. O recém-entrado Renato Sanches ganhou uma bola e despejou-a em Rafa, que ganhou um penálti. Ronaldo concretizou e ainda teve tempo, nos descontos, para bisar. Portugal entrou mesmo com o pé direito.

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Veja o resumo do jogo:

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