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Post do diretor de informação da RTP sobre caso Cristiano Ronaldo gera polémica

Post do diretor de informação da RTP sobre caso Cristiano Ronaldo gera polémica

Paulo Dentinho, diretor de informação da RTP, reagiu à polémica em torno da queixa de violação que envolve Cristiano Ronaldo num "post" na sua página pessoal do Facebook. Uma assessora da Gestifute, que representa o jogador, já reagiu.

"Há violadas de primeira, violadas de segunda categoria, violadas de terceira categoria, etc. Depende do estatuto delas mas, sobretudo, do estatuto deles", escreveu Paulo Dentinho na sua página pessoal da rede social Facebook, na quinta-feira à tarde.

"E se o violador tiver a auréola de herói nacional, é p*** de certeza, no mínimo dos mínimos uma aproveitadora sem escrúpulo algum", continuou.

"Os factos, que se f**** os factos. Estava a pedi-las, foi o que foi", acrescentou o diretor de informação da RTP, num "post" que foi posteriormente apagado mas que, segundo o site "Vox Pop TV", terá causado revolta na redação do canal público de televisão, levando a RTP a abrir um inquérito a Paulo Dentinho.

Em declarações ao JN, Paulo Dentinho afirmou que não queria comentar o assunto.

Contactada pelo JN, fonte oficial da RTP disse: "não temos nada a ver sobre esse assunto. Nada. Zero". Questionada sobre a abertura de um inquérito a Paulo Dentinho, reiterou: "não falamos sobre esse assunto".

Embora o "post" tenha sido apagado horas depois, Manuela Brandão, assessora de imprensa da Gestifute - empresa que representa o jogador - reagiu ao comentário do diretor de informação da RTP.

O jogador da Juventus, de 33 anos, é acusado por Kathryn Mayorga, que diz ter sido violada em 13 de junho de 2009 durante uma festa num hotel de Las Vegas, no estado norte-americano do Nevada.

A polícia local anunciou na segunda-feira a reabertura da investigação, depois de Kathryn, professora, de 34 anos, ter apresentado queixa na semana passada num tribunal do condado de Clarck, Las Vegas.

Kathryn Mayroga denunciou a presumível violação à polícia de Las Vegas em 2009 e foi submetida a exames médicos, mas, segundo as autoridades, recusou-se a identificar o alegado agressor, uma versão contrariada na quarta-feira por um dos seus advogados, Leslie Stovall, que garante que a sua cliente nomeou Cristiano Ronaldo.

Os advogados, que dizem não perceber por que parou a investigação, vão apresentar uma ação contra Ronaldo pelos crimes de violação sexual, tentativa de assédio sexual, coação para fraude, agressão a uma pessoa vulnerável, conspiração, difamação, abuso de processo, tentativa de silenciar o caso, tentativa de concretizar um acordo de não divulgação, negligência e violação de contrato.

Assim que for notificado, o internacional português da equipa italiana Juventus terá 20 dias para responder à queixa.

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