
Carlos Carvalhal, treinador do Braga
Gonçalo Delgado/Global Imagens
O treinador do Braga mostrou-se bastante agradado com o triunfo, por 2-0, sobre o Mónaco, esta quinta-feira, em jogo da primeira mão dos oitavos de final da Liga Europa.
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"Esta vitória significa muito, o Sporting de Braga está numa aposta clara na formação, com muitos jovens, tivemos uma atitude competitiva fortíssima, a intenção era desencaixar o adversário, surpreendemos e fizemos uma primeira parte espetacular. Na segunda parte, o Mónaco mostrou toda a sua competência, é uma excelente equipa, recheada de grandes valores individuais, mas isso premeia ainda mais o mérito da nossa equipa, que soube defender bem e esperar o seu momento para, no contra-ataque, fazer o segundo golo. Tivemos essa felicidade, mas também tivemos a infelicidade de não concretizar as cinco ou seis ocasiões que tivemos na primeira parte", começou por analisar Carlos Carvalhal.
E prosseguiu sobre o adversário: "Não jogámos contra uma equipa qualquer, o Mónaco não perdeu nenhum jogo na Liga Europa, vinha de uma vitória moralizadora no campo do Marselha [na Liga francesa]. Somos a equipa que mais remata na Liga Europa e hoje devemos ter reforçado isso, a nossa vitória deve ser muito valorizada. Jogaram muitos jovens e conseguir isto contra uma equipa como o Mónaco é extraordinário".
O treinador arsenalista considera ter havido "mérito na preparação do jogo da equipa técnica e do trabalho dos jogadores". "Fizemos o nosso trabalho. Nada está ganho, foi a primeira parte de uma eliminatória de um jogo de 180 minutos e vamos ter uma missão muito difícil na segunda mão, toda a gente está com consciente disso e com os pés no chão", realçou.
Carlos Carvalhal explicou a aposta nos mais jovens. "Não me escudo atrás da juventude, foi uma aposta clara do clube na malta mais jovem. Qual é a equipa que tem seis ou sete jogadores com 18 e 19 anos e mantém a regularidade? Dei o exemplo do Ricardo Horta [na antevisão], ele é um extraordinário jogador agora, mas aos 18 anos não tinha esta regularidade", anotou.
O técnico dos minhotos defendeu, ainda, a justeza do triunfo. E justificou: "Há sempre duas perspetivas, a de quem ganha e a de quem perde, entendo a do treinador do Mónaco, porque fez uma boa segunda parte e porque a sua equipa tem competência, mas entendo que é justo porque fizemos uma primeira parte muito melhor e criámos mais ocasiões do que o Mónaco criou na segunda parte".
Para a segunda mão, o treinador do Braga já avisou que não irá jogar à defesa. "Nunca jogamos à defesa em estádio nenhum, estamos no Braga há quase dois anos e neste período já fomos ganhar a casa do Benfica, F. C. Porto e Sporting e para ganhar nesses estádios não fomos lá jogar à defesa. A nossa forma de estar é sempre a mesma e de certeza absoluta que não vão ver uma equipa do Braga super-defensiva no Mónaco, mas estamos conscientes que vamos ter uma missão difícil", completou.
