F. C. Porto-Benfica

Clássico teve futebol na primeira parte e wrestling na segunda

Clássico teve futebol na primeira parte e wrestling na segunda

F. C. Porto e Benfica protagonizam jogo com 43 faltas. Taremi expulso, após alerta do VAR, obriga dragão a sofrer.

O clássico estava a ser muito bom, mas a segunda parte borratou, por completo, o quadro que F. C. Porto e Benfica pintaram nos primeiros 45 minutos. Os rivais acabaram por não ir além do ponto e desaproveitaram o tropeção do Sporting com o Rio Ave. O duelo foi rico em termos táticos, intensidade e ideias na primeira parte, período em que se marcaram os golos e ficou no ar a promessa de uma segunda parte de luxo, mas a etapa complementar assemelhou-se mais a um show de wrestling, tal a cadência de faltas, quezílias e paragens, que estragaram o jogo. As equipas acusaram o esforço, os duelos apertaram e atingiu-se o registo de 43 (!) faltas. É muito.

O F. C. Porto acabou com dez, por expulsão de Taremi, devido a entrada despropositada sobre Otamendi. O iraniano ainda viu o amarelo, mas o VAR alertou o juiz, que alterou a decisão para o vermelho. Nesse período, o F. C. Porto já sofria e jogava mais recuado no terreno, porque o Benfica, ao contrário da final da Supertaça, foi sempre mais agressivo. Se houve jogo que os dragões sentiram a ausência de Otávio (de fora devido à covid-19) foi este, já que o brasileiro contagia os companheiros e dá outro élan que, desta vez, faltou à equipa de Conceição. O técnico teve de socorrer-se de Díaz logo de início e ficou sem armas para mexer com o encontro.p>

Jorge Jesus, para além da titularidade de Seferovic, surpreendeu com Nuno Tavares no onze, o que levou ao adiantamento de Grimaldo. O Benfica conseguia defender com uma linha de cinco, mas desdobrava-se muito bem nas saídas para o ataque e essa "nuance" táctica causou embaraços ao F. C. Porto.

Foi mesmo Grimaldo, num desvio subtil, após tabela com Seferovic, que abriu o ativo, mas o dragão respondeu bem e marcou, por Taremi, após bela jogada entre Sérgio Oliveira e Corona. Ainda na primeira parte, a melhor chance pertenceu ao Benfica com Darwin a acertar com violência no poste (29m). Díaz ainda ameaçou repetir o golo que apontou na Choupana, com o Nacional, na Taça de Portugal, mas a bola saiu ao lado.

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A primeira parte acabava cheia de suminho, mas depois, como já se percebeu, houve mais luta do que futebol.

POSITIVO

Sérgio Oliveira e Pepe foram as vozes de comando no F. C. Porto. Díaz tentou agitar. Bom jogo de Grimaldo e Rafa muito buliçoso.

NEGATIVO

Sub-rendimento de Marega, que já vem de trás. Taremi calculou mal o tempo de entrada e foi bem expulso. Darwin algo perdulário.

ÁRBITRO

Num jogo difícil sai com nota positiva. Fartou-se de apitar na segunda parte, mas ninguém lhe facilitou a vida.

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