Desconfinamento

DGS exige testes laboratoriais na retoma do desporto de formação

DGS exige testes laboratoriais na retoma do desporto de formação

A Direção-Geral da Saúde atualizou, no último dia de março, as regras da covid-19 aplicadas ao Desporto e às competições desportivas, as quais permitem a retoma dos escalões de formação, sendo que todos os praticantes terão de apresentar um resultado negativo num teste laboratorial à SARS-CoV-2 (o TAAN, teste molecular de amplificação de Ácidos Nucleicos, custa mais de 100 euros) até 72 horas do início das atividades.

As exigências da Direção-Geral da Saúde (DGS) para as modalidades de médio risco, na qual se incluem o futebol, o futsal, o andebol, o hóquei em patins, o basquetebol e o voleibol, incluem posteriores testes de TRAg (testes rápidos de antigénio, com resultados em até 30 minutos e custo entre 7 e 10 euros), de acordo com a evolução do risco epidemiológico, avaliado a cada duas semanas.

Se o risco for menor, serão efetuados TRAg aleatórios no dia da competição entre equipas/atletas a 50% dos agentes envolvidos (jogadores, equipas técnicas e árbitros). Se as equipas não estiverem a competir, então terão de realizar TRAg aleatórios a 50% dos atletas e equipa técnica de 14 em 14 dias.

Se o risco epidemiológico for alto, os testes TRAg no dia da competição já terão de abranger todos os agentes desportivos diretamente envolvidos, ou seja, atletas, treinadores e árbitros que exerçam funções sem máscara. Já aqueles agentes que não façam TRAg periódicos em contexto de treinos terão de apresentar um TAAN (PCR) negativo realizado até 48 horas antes da competição.

A. F. Lisboa critica

Estas exigências da DGS já foram criticadas pela Associação de Futebol de Lisboa (AFL), que as considera "incomportáveis face às atuais condições financeiras dos clubes". A AFL manifestou ainda "total indignação e repúdio por mais esta sobrecarga de custos que a DGS quer impor aos clubes", as quais "colocam em risco a retoma da prática desportiva por muitos milhares de crianças e jovens", e desafia as instâncias governamentais a suportarem o custo dos testes laboratoriais (TAAN-PCR). "Queremos e exigimos a retoma da formação. Mas não a expensas sempre dos mesmos", finaliza o comunicado da direção da AF Lisboa.

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