Vitória - F. C. Porto

Díaz embala o dragão até ao cume da montanha

Díaz embala o dragão até ao cume da montanha

Colombiano assiste e marca na reviravolta do F. C. Porto. Campeão faz das fraquezas forças e anula duas desvantagens frente a um Vitória corajoso

A coisa esteve feia para o F. C. Porto e parecia bem lançada para um Vitória com marca de qualidade e em noite de eficácia. O campeão nacional esteve duas vezes em desvantagem, mas foi ao fundo do poço e resgatou, por completo, um jogo que esteve comprometido e que mostrou um F. C. Porto totalmente diferente daquele que conquistou, de forma categórica, a Supertaça frente ao Benfica. O jogo transformou-se numa montanha para a equipa de Conceição escalar e só mesmo no fim é que os dragões respiraram de alívio com um golo sublime de Luis Díaz, o homem do jogo. O Vitória, provavelmente, merecia qualquer coisa do jogo, mas no futebol mandam os golos.

Sem Otávio, por castigo, Baró teve a oportunidade de se estrear no onze, na Liga, mas a aposta de Sérgio foi um ato falhado e a displicência de Uribe condicionou o meio-campo portista. O primeiro golo nasce de um erro do médio colombiano e da rapidez de execução de Rochinha, que beneficiou do desvio da bola em Diogo Leite para enganar Marchesín.

À meia hora de jogo, outra contrariedade para o F. C. Porto com a saída de Pepe, por lesão. Entrou Sarr e, em simultâneo, Diaz, a render o inconsequente Baró. Após ameaças de Taremi e Díaz, o empate surgiu mesmo, através do avançado iraniano, que encostou à boca da baliza, após assistência numa bandeja de Marega.

O recomeço volta a mostrar um Vitória confortável e muito eficaz, agora com o "Harry Potter" Quaresma, no reencontro com o clube do coração, a cruzar para a cabeçada fulgurante de Estupinãn, que elevou para três o número de jogos seguidos a faturar.

No banco portista, Conceição mostrava-se irritado, mas a resposta foi imediata com Díaz a aproveitar o espaço para entregar a Taremi, que, no coração da área, fez o 2-2. O jogo estava frenético.

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Na reta final, Corona cruza, a defesa minhota sacode e Díaz com uma receção orientada seguida de um remate rasteiro fez o 2-3, fechando a escalada ao cume da montanha. No essencial, o F. C. Porto cumpre a missão, mas houve momentos no jogo que agudizaram a habitual azia de Conceição.

Veja o resumo do jogo:

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