F. C. Porto

Francisco J. Marques acusa Sporting de "crime público"

Francisco J. Marques acusa Sporting de "crime público"

Diretor de Comunicação do F. C. Porto ataca leões por estes terem determinado que Nuno Mendes e Sporar foram "falsos positivos" de covid-19, um dia antes da meia-final da Taça da Liga.

Francisco J. Marques acusou esta segunda-feira o Sporting de estar a cometer um "crime público" se no jogo de amanhã, na meia-final da Taça da Liga, Sporar e Nuno Mendes forem utilizados.

Os leões anunciaram hoje que os dois jogadores foram "falsos positivos" de infeção por covid-19, apesar de testarem positivo no passado dia 13, resultados depois desmentidos por testes posteriores.

"No dia em que as autoridades apertaram as medidas para a contenção da pandemia o Sporting anunciou a intenção de cometer um crime público. Os jogadores Nuno Mendes e Sporar testaram positivo há quatro dias, mas o Sporting diz que estão em condições de defrontarem o F. C. Porto. O protocolo da DGS, assinado pela dra. Graça Freitas, é claro, mesmo nos casos assintomáticos obriga a dez dias de isolamento após o teste positivo. Tudo o que fuja a isto é um crime público que numa altura de crescimento exponencial de casos e de mortes é inaceitável", escreveu Francisco J. Marques no Twitter.

O diretor de comunicação dos dragões adiantou que o F. C. Porto "comunicou esta situação à Liga e à DGS e espera que as autoridades façam cumprir a lei, sob pena de ter de repensar a participação na competição, para defesa de todos os intervenientes". "É uma questão de saúde pública", vinca.

"É extraordinário e terrível que um clube com as responsabilidades do Sporting se deixe seduzir pela miragem da vitória a qualquer preço para tentar atropelar a lei e ser um péssimo exemplo para toda a população. A estupidez, mesmo quando assintomática, é muito perigosa", completa Francisco J. Marques.

PUB

Minutos depois, a reação pública de Francisco J. Marques foi assumida oficialmente pelo clube. Em comunicado, o F. C. Porto denunciou a situação.

"Esta antecipação em seis dias do fim do isolamento dos dois jogadores do Sporting é um crime público, inaceitável numa altura em que Portugal é líder mundial do número de novos casos de covid-19 por milhão de habitantes e numa fase em que todos os dias se bate o recorde nacional de mortes por esta doença. E é ainda mais incompreensível por ser cometido por um clube presidido por um médico", diz a nota publicada no site oficial.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG