Opinião Mundial

Futebol, paixão ou pretexto?!

Futebol, paixão ou pretexto?!

Desde a primeira edição do Mundial são muitas as escolhas polémicas da FIFA. Esta 22.ª edição não é exceção. A escolha do Catar não é consensual e muito menos pacífica, o que não deixa de ser um contrassenso, considerando que Giovanni Infantino, em 2016, deixou um claro e forte "statement": "Quero implementar reformas no organismo para trazer uma nova era de alegria e paz ao futebol mundial". Incluo-me na lista dos que tem sérias reservas nas escolhas da FIFA. O Futebol, pela sua dimensão galáctica, pela sua capacidade única de chegar próximo das gerações mais jovens, por despertar atenções e paixões, deveria ter um papel relevante e intransigente na defesa dos direitos humanos e no combate feroz à corrupção.

O Catar já tem a sua vitória. Sendo um dos países mais pequenos da Península Arábica, é um dos estados mais ricos do mundo. Será que o Mundial significou para este país a conquista de uma paixão, ou apenas um pretexto para se posicionar junto do Ocidente, numa clara afirmação de poder sobre a rival Arábia Saudita? E Portugal, o que poderá conquistar para além do troféu? Para o turismo, não tenho a menor dúvida, uma vitória da seleção seria um excelente contributo para o aumento da notoriedade do nosso destino, a nível global e muito em particular junto dos 80 milhões de habitantes da região. São turistas com poder de compra, que têm companhias de aviação de excelência e que, ano após ano, vão conquistando espaço na conectividade aérea entre a Europa e a Ásia-Pacifico. Aqui os aguardamos, num país seguro, pacífico e democrático.

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*Presidente da Entidade Regional de Turismo do Porto e Norte de Portugal

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