Opinião Mundial

Há sempre frio no Catar

O calor que se faz sentir em Doha, ontem estiveram 32 graus, não faz felizmente diminuir o ritmo competitivo das seleções. Os jogadores estão em forma e a meteorologia não afeta - as partidas têm sido disputados a um elevado ritmo e não faltam bons espetáculos. Porém, com o receio eterno de haver demasiado calor, as autoridades públicas e privadas do Catar colocam o ar condicionado no máximo em qualquer sítio fechado, de tal modo que as pessoas já sabem que se não levarem um camisola ou calças vão passar frio. As esplanadas estão cheias também por causa disso, poucos aguentam o frio interior e não adianta dizer que no exterior está muito calor e no interior o contrário. A temperatura não muda num país habituado a 50 graus em julho e que no pico do inverno poucas vezes desce dos 20. Ainda relativamente às condições climatéricas, resta saber se hoje a seleção vai estar arejada e se o habitual conservadorismo ofensivo e a obsessão pelo controlo atrás não seja um ponto a desfavor para um leque de jogadores que ambicionam a conquista do Mundial.

* Jornalista

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