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Braga vence a Taça de Portugal

Braga vence a Taça de Portugal

A festa da Taça sorriu ao Braga. Cinquenta anos depois, voltou a ganhar o troféu, sendo mais forte do que o F. C. Porto nos penáltis, depois de 120 minutos de jogo que terminou com um empate (2-2).

Recorde aqui como foi o jogo, minuto a minuto.

No momento chave, Herrera e Maxi Pereira falharam os castigos máximos, enquanto Goiano, na última grande penalidade, não tremeu. A equipa de Paulo Fonseca conseguiu vingar a grande desilusão da última época no mesmo palco, em que perdeu para o Sporting, também nos penáltis. Por seu lado, os dragões apenas podem queixar-se de si próprios. Sofreram golos infantis e puseram--se a um jeito que a sorte acabou por castigar duramente.

Nos minutos iniciais da longa maratona de ontem, a equipa de José Peseiro nem entrou mal. No entanto, percebeu-se, aos 12 minutos, que a sua defesa era feita de papel. Um erro dos centrais, Chidozie e Marcano, a que se acrescentou uma saída péssima de Helton, deixaram aberto o caminho do sucesso para Rui Fonte que, sem dificuldades, marcou o primeiro golo. O nível de confiança do dragão caiu nesse instante a pique e não mais se encontrou até ao intervalo. Nesse período, não conseguiu efetuar um remate enquadrado com a baliza de Marafona. Brahimi teve lances interessantes no lado esquerdo, mas nunca conseguiu assistir os colegas. Inconformados, os adeptos assobiavam o F. C. Porto.

Peseiro emendou, no descanso, alguns erros e fez uma substituição feliz, com a entrada de Rúben Neves para o lugar do desinspirado Chidozie. Houve outra intensidade ofensiva, mais acerto no passe e, finalmente, capacidade para rasgar o muro minhoto. No entanto, ninguém consegue resistir a tiros nos pés. Num lance absolutamente disparatado, Helton passou a bola a Marcano e este deixou-se antecipar por Josué, que fez o 2-0.

Desta vez, o F. C. Porto não se deixou cair e agarrou os minutos que restavam com unhas e dentes. André Silva foi a figura. Reduziu a desvantagem e, em cima do minuto 90, num remate acrobático, conseguiu o 2-2. Prémio, nessa altura, amplamente justo. A equipa conseguiu encostar o Braga às cordas, muito por ação de André André - outra boa entrada em campo - e da enorme pressão em todo o campo.

No entanto, no prolongamento, o F. C. Porto baixou, inexplicavelmente, o ritmo, o que interessou sobretudo ao Braga. As equipas estavam muito mais preocupadas em não sofrer golos do que em marcar. Sempre certinho nas suas linhas, os centrais André Pinto, Ricardo Ferreira e, mais tarde, Boly, foram mais do que suficientes para travar os últimos sustos.

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Os onzes titulares

Helton e Brahimi foram titulares na equipa do F.C. Porto, na final da Taça de Portugal, este domingo, frente ao Braga.

O brasileiro substitui Casillas - conforme tinha sido anunciado, há semanas, pelo treinador José Peseiro - e o argelino atua no lugar de Corona, em comparação com a última partida dos dragões, diante do Boavista, na Liga.

Nos minhotos, houve quatro alterações no Jamor relativamente ao último jogo no campeonato, diante do Sporting. André Pinto, Baiano, Luiz Carlos e Rui Fonte são titulares, em detrimento de Arghus (castigado), Djavan, Alef e Wilson Eduardo.

F.C. Porto: Helton; Maxi, Chidozie, Marcano e Layún; Herrera, Danilo e André André; Varela, André Silva e Brahimi

Braga: Marafona; Baiano, André Pinto, Ricardo Ferreira e Goiano; Mauro e Luiz Carlos; Josué, Rui Fonte e Rafa; Hassan

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