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F. C. Porto nas asas de Falcao

F. C. Porto nas asas de Falcao

Colombiano marcou em Paços e frente ao Nacional. À terceira, irá "El Tigre" voltar a decidir?

É o regresso do F. C. Porto à casa onde sofreu a última derrota, para a Liga. Sem Hulk, as atenções viram-se para Falcao. Após ter marcado ao Paços e ao Nacional, será que, à terceira, "El Tigre" voltará a ser decisivo?

Como sempre acontece antes de qualquer jogo envolvendo um "grande", muitas abordagens são feitas. No caso da viagem portista à Figueira da Foz, a derrota sofrida na época passada, por 1-0, foi logo evocada. Aconteceu no dia 1 de Novembro de 2008 e foi a última vez que os tetracampeões perderam três pontos, em jogos da liga nacional.

Já lá vão 10 meses. Hoje, Jesualdo Ferreira diz que esse resultado "não é relevante". A comparação entre Lisandro e Falcao também fez história durante a semana, a preceder o Naval-F. C. Porto desta noite. O treinador portista por um ponto de ordem. Disse não ser possível colocar os dois a par. Mas, olhando ao momento em que trabalhou pela primeira vez com ambos, posicionou Falcao "acima" de Licha.

E, dada a ausência de Hulk, a cumprir o segundo e último jogo de castigo, o reforço colombiano é mesmo o portista do momento. Aquele que mais golos marca. Fez o empate na Mata Real, ante o Paços de Ferreira (1-0), e abriu caminho no folgado triunfo diante do Nacional da Madeira (3-0). Enquanto não chega Kléber, do Cruzeiro, ou qualquer outro homem-golo, hipótese em aberto até depois de amanhã, a equipa portista tem viajado para os pontos nas asas de Falcao. Na Mata, foi de cabeça. No Dragão, de penálti.

A perder tem saído Ernesto Farías, relegado para o banco e até a surgir como possível moeda de troca para a vinda do brasileiro Kléber. O onze portista deve ser o mesmo que defrontou o Nacional, com Varela de início e Rodríguez no banco. "Jogam as estruturas que mais rotina têm e mais segurança dão. Pelo menos no início do desafio". Assim se pronunciou Jesualdo, na antevisão da partida, encaixando este discurso como uma luva na titularidade de Varela e na condição de suplente de Rodríguez.

Rodríguez passou praticamente ao lado da pré-temporada, pois esteve a recuperar de uma lesão e só jogou uns minutos. Sem ritmo, vai para o banco na Figueira, mas pronto a ser lançado, assim que as circunstâncias do jogo o justifiquem. Frente aos madeirenses, Cebola apareceu quando o adversário estava inferiorizado, pelas duas expulsões. Deixou boas indicações, coroadas com um golo.

Escusado será dizer que, após o empate em Paços, a gorda vitória conseguida ante a equipa de Manuel Machado, encheu o peito, nas hostes portistas. Uma corrente positiva a aproveitar, certamente, neste serão com a Naval, na certeza de que uma vitória colocará pressão sobre o concorrente directo Benfica, que só entra em campo depois de amanhã. Na Figueira, o F. C. Porto já sabe que irá contar com um adversário empertigado. Não só vem de uma derrota, como levou um valente puxão de orelhas do seu técnico.

Em equipa que ganha não se mexe. É uma máxima antiga, transposta por Jesualdo para este Naval-F. C. Porto. Pelo menos, na convocatória, nada mudou. Foram escolhidos os mesmos atletas. Ou seja, Sapunaru e Maicon voltam a ser opção, no banco. O utilitário Tomás Costa, tantas vezes em acção na época passada, tornou a ficar de fora.

Durante a semana, ainda se levantaram dúvidas sobre o estado físico de Fernando, que foi poupado, devido a mialgia, no entanto o centrocampista recuperou de forma satisfatória e entra no onze. Quanto a Prediger, apontado como alternativa, continuará a aguardar pela sua oportunidade. O trinco argentino não foi convocado e corre o risco de ficar de fora na lista do F. C. Porto a entregar na UEFA, para a Champions. Pois, dado o limite de inscrições, alguém tem que ser preterido.

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