Nuno Espírito Santo

O técnico que já o era antes de o ser

O técnico que já o era antes de o ser

Nasceu em São Tomé e Príncipe, em 1974, mas foi no berço de Guimarães que cresceu para o mundo do futebol.

O antigo guarda-redes foi o primeiro negócio de sempre do agora superagente Jorge Mendes, com quem mantém uma forte amizade até hoje, e sempre foi visto como uma peça fundamental de todos os balneários por onde passou.

Em 1995/96, Nuno começava a dar nas vistas na baliza do V. Guimarães e o F. C. Porto mostrou interesse na contratação do guarda-redes, na altura um dos mais mal pagos do balneário. A polémica estalou, Nuno chegou a estar desaparecido e seria Jorge Mendes a resolver o problema: a transferência para o Deportivo da Corunha rendeu 2,3 milhões de euros aos cofres vimaranenses e o negócio catapultou o empresário para o primeiro degrau da fama.

Na Galiza, Nuno nunca gozou o estatuto de titular indiscutível, cenário que, aliás, repetiu durante grande parte da carreira. Mas também é aqui que reside um dos grandes atributos do atual treinador. Quem o conhece, garante que coloca sempre o interesse do coletivo à frente do individual e que nunca criou atritos por ser suplente.

Depois da aventura em Espanha, cumpriu o sonho de assinar pela equipa do coração, o F. C. Porto. Foi quase sempre suplente de Vítor Baía, primeiro, e Helton, depois, mas de dragão ao peito ganhou tudo o que havia para ganhar. Títulos nacionais, europeus, mundiais e, também, o respeito de várias equipas técnicas.

Depois de passar pelo Dínamo de Moscovo, regressou à Invicta para o F. C. Porto de Jesualdo Ferreira, tornando-se numa espécie de extensão do técnico dentro do balneário. Em 2007 pendurou as chuteiras e, sem surpresa, tornou-se adjunto de Jesualdo no Málaga e no Panathinaikos, antes de encetar a carreira a solo, no Rio Ave e no Valência. Agora, senta-se na cadeira de sonho do Dragão.

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